16/08/2026
Até sempre, Santa Catarina ❤️
E chegou o momento que, no fundo, sabíamos que haveria de chegar… o momento de fechar as portas, guardar os últimos materiais e dizer: a nossa festa terminou.
Mas antes de terminarmos, há uma coisa que queremos dizer: que orgulho.
Orgulho no caminho que fizemos. Orgulho em cada iniciativa, em cada noite mal dormida, em cada ideia que saiu do papel, em cada dificuldade que conseguimos ultrapassar e, acima de tudo, orgulho nas pessoas que estiveram connosco nesta caminhada.
E esta caminhada começou muito antes destes cinco dias.
Começou a 22 de agosto de 2025, quando nos juntámos pela primeira vez numa iniciativa solidária a favor dos Bombeiros Voluntários de Vidigueira. Naquela altura, ainda estávamos longe de imaginar tudo aquilo que viria a acontecer. Éramos só nós, algumas ideias e uma vontade enorme de fazer acontecer.
Depois veio o Brasil Vibes, a 4 de outubro. E foi aí que começámos a ganhar confiança… ou pelo menos a fingir que sabíamos muito bem onde nos estávamos a meter. 😂
A 22 de novembro, chegou a nossa primeira garraiada, seguida de baile. A primeira de muitas coisas que iríamos aprender pelo caminho: que há sempre mais uma coisa para tratar, mais uma chamada para fazer e alguém a perguntar “então, está tudo encaminhado?” quando nós próprios ainda estávamos a tentar perceber se estava. 🤦♀️
Em janeiro, decidimos trocar os toiros pelos fados e, a 31 de janeiro, tivemos a nossa Noite de Fados. Uma noite diferente, mais calma… ou pelo menos era essa a ideia. Porque numa comissão de festas, aparentemente, até uma noite de fados consegue dar trabalho suficiente para mais umas reuniões. 😂
E depois chegou o Carnaval. 15 de fevereiro, Vidigueira. 17 de fevereiro, Cuba. Vestimo-nos de cor, metemos a vergonha de lado e lá fomos nós. Porque se é para fazer Carnaval, é para fazer a dobrar. 🥳
A 21 de março, tivemos o nosso tradicional Baile da Pinha. Mais uma noite bonita, mais um bocadinho da nossa tradição e, entre uma dança e outra, lá continuávamos nós a contar os dias para aquilo que realmente nos tirava o sono: as festas.
No dia 19 de abril, trocámos os sapatos de dança por capacetes e ligámos os motores para o nosso 1.º Passeio de Motos – da mais antiga à mais recente. Tivemos motas, tivemos convívio e tivemos certamente quem percebesse muito mais de motores do que nós. 😂🏍️
Chegou junho e chegaram também os Santos Populares a Selmes, no dia 5. Já se sentia aquele cheirinho a verão, a sardinha assada e, sobretudo, a festas cada vez mais próximas.
No dia seguinte, 6 de junho, tivemos a nossa segunda garraiada. Nesta altura já estávamos mais experientes… pelo menos já sabíamos que, quando alguém dizia “é só uma coisinha rápida”, provavelmente não era. 😂
E depois chegou 4 de julho.
A nossa Noite Branca.
A noite em que finalmente pudemos revelar aquilo que andávamos há meses a preparar: o cartaz das Festas em Honra de Santa Catarina.
A partir daquele momento, já não havia desculpas, já não havia “ainda falta muito”. Estava ali, à vista de todos.
E depois de tantos meses a organizar, planear, correr, ligar, mandar mensagens, fazer contas, resolver problemas, arranjar soluções para problemas que nem sabíamos que existiam e, acima de tudo, perguntar uns aos outros “e agora, fazemos como?”, chegaram finalmente os cinco dias.
Os cinco dias pelos quais tudo isto valeu a pena.
E que cinco dias foram estes…
Selmes encheu-se. Encheu-se de música, de tradição, de gente, de gargalhadas, de encontros, de abraços, de dança e daquela vida que só uma festa consegue trazer à nossa terra.
E no meio de tudo isto, nós fomos vendo acontecer aquilo que durante tantos meses só imaginávamos.
E foi bonito. Foi mesmo muito bonito.
E no meio de tudo isto, há uma coisa que não podemos deixar de dizer…
Nós!
Nove amigos. Um grupo de amigos que decidiu aceitar este desafio e que acabou a viver muito mais do que aquilo que alguma vez imaginou.
Houve quem olhasse para nós e pensasse que éramos apenas uns miúdos, que não tínhamos experiência, que não tínhamos orientação ou que talvez não soubéssemos bem onde nos estávamos a meter.
E nós ouvimos.
Ouvimos tudo isso e, em vez de responder com palavras, respondemos com trabalho.
Não precisámos de provar nada a ninguém. Precisámos apenas de acreditar em nós, uns nos outros e naquilo que queríamos fazer.
E hoje, depois de tudo o que vivemos, olhamos para trás e pensamos: afinal, conseguimos.
Começámos com vontade, algumas ideias e muita coisa para aprender pelo caminho. Fomos aprendendo uns com os outros, fomos errando, corrigindo, tentando outra vez e, acima de tudo, fomos crescendo juntos.
Pusemos ideias em cima da mesa, discutimos, discordámos, tivemos opiniões diferentes, houve dias mais complicados e, claro, também nos chateámos. E quem nos conhece sabe que, às vezes, não foi coisa pouca. 😂
Mas há uma coisa que nunca esteve em causa: a nossa amizade.
Porque podemos ter garreado uns com os outros, podemos ter pensado de maneira diferente e podemos até ter tido aqueles momentos de “agora não te posso ver à frente”, mas no final do dia continuámos a ser os mesmos nove amigos.
Aprendemos que fazer alguma coisa juntos não signif**a concordar sempre. Signif**a saber ouvir, saber ceder, saber dar espaço e, acima de tudo, perceber que uma discussão nunca pode ser maior do que uma amizade.
Foram meses em que estivemos juntos para tudo.
Nos dias bons, nos dias cansativos, nas dúvidas, nos problemas, nas gargalhadas e naquele caos que só nós sabemos o que foi.
Houve momentos em que uns tiveram de puxar mais pelos outros. Houve quem estivesse mais presente numa fase e quem desse mais de si noutra. Mas todos, à sua maneira, deixaram um bocadinho de si nesta comissão.
E quando olhamos para trás, percebemos que talvez esta seja uma das coisas mais bonitas que levamos daqui.
Não são só as festas que organizámos.
É a amizade que conseguimos preservar no meio de tudo isto.
Porque no fim de todas as contas, reuniões, mensagens, discussões e do eterno “quem é que ficou de tratar disto?”, continuamos nós.
Os nove
Nove amigos que se meteram numa aventura enorme, que aprenderam juntos, que se aturaram uns aos outros, que se riram muito, que se chatearam algumas vezes e que, acima de tudo, estiveram lá uns para os outros.
E talvez seja essa a melhor parte de tudo isto: saber que, no meio de uma experiência que nos deu tanto trabalho, também nos deu memórias que vamos levar para a vida.
Mas a nossa amizade, essa, continua. ❤️
E é também por isso que nada disto teria sido possível sem todas as pessoas que caminharam connosco.
Por isso, chegou a altura de agradecer.
Aos nossos patrocinadores, à Junta de Freguesia de Selmes, Vila de Frades, Vidigueira, Pedrógão e Vera Cruz , ao Grupo Motard de Vidigueira e aos Bombeiros Voluntários de Vidigueira
Ao Município de Vidigueira, o nosso enorme obrigado por todo o apoio e por acreditarem no nosso trabalho.
A todos os nossos fornecedores, que fizeram parte desta caminhada
Uma vez mais ao nosso fotógrafo DCM.MOV (Daniel Martins)
Ao Tiago Miguel Produções, pela parceria e profissionalismo.
A todos os artistas que passaram pela nossa festa e que ajudaram a torná-la ainda mais especial.
À Ganadaria Tânia Vasco, por fazer parte da nossa tradição.
Ao Sr. Manuel Fava, pela generosidade e pela doação do leitão.
Aos nossos amigos Rita, Dina, Hugo, Nélia, Marco, Manuel Silva , João M., João A. e Alexandre. Aqueles que estiveram, que ajudaram, que deram uma mão, que apareceram quando era preciso e que, muitas vezes, nem precisaram de ouvir o pedido.
Obrigado por terem sido parte desta aventura.
E depois… as nossas mães.
Aqui faltam-nos palavras…
Porque, mesmo sem fazerem parte oficialmente desta comissão, foram muitas vezes parte dela. Cada uma à sua maneira, cada uma com a sua disponibilidade e, certamente, umas contribuíram mais do que outras, mas todas deram o seu bocadinho.
Foram apoio, foram ajuda, foram preocupação e foram muitas vezes aquele “deixa que eu trato disso” quando já não sabíamos para onde nos virar.
Foram elas que ouviram os nossos desabafos, que nos viram chegar cansados, preocupados ou sem saber como resolver mais um problema. Que perguntaram se já tínhamos comido, que ajudaram nos bastidores, que estiveram disponíveis quando era preciso e que, muitas vezes, fizeram coisas que ninguém viu.
E talvez seja precisamente isso que queremos agradecer: tudo aquilo que fizeram sem nunca esperar reconhecimento.
Porque há ajudas que não se medem em horas nem se conseguem escrever numa lista de agradecimentos.
Medem-se na presença.
Na preocupação.
No carinho.
Naquele estar sempre lá.
E vocês estiveram.
Esta comissão também tem um bocadinho de vocês. ❤️
Às senhoras que aceitaram o nosso convite para divulgar e vender aquilo que fazem com tanto carinho no nosso Mini Mercadinho — Maryzé, Zelinha, Maria Antónia Bate e Carla Crispim — obrigado por terem aceitado fazer parte da nossa festa e por terem levado um bocadinho do vosso trabalho até junto de todos nós.
Às nossas meninas que aceitaram tomar conta do nosso bazar, obrigado pela disponibilidade, pelo carinho e por terem estado connosco.
A todas as pessoas que nos disponibilizaram reboques para as touradas, ao Sr. Francisco Coelho – Materiais de Construção, e a todos aqueles que nos ajudaram de alguma forma, mesmo que o vosso nome não esteja aqui escrito.
Nós sabemos quem são.
E sabemos também que uma festa desta dimensão nunca é feita por meia dúzia de pessoas.
É feita por todos.
E por isso, o nosso último e talvez mais importante obrigado é para vocês.
A todos os que, durante estes cinco dias, vieram até Selmes. Aos que vieram de perto e aos que vieram de longe. Aos que vieram pela música, pelos toiros, pelo convívio, pela tradição ou simplesmente porque queriam estar.
Obrigado por terem vindo.
Obrigado por cada dança, cada aplauso, cada gargalhada, cada abraço, cada brinde e cada palavra bonita que nos foram deixando pelo caminho.
Porque podem ter vindo a Selmes para festejar connosco, mas sem vocês não existia festa.
Hoje fechamos este capítulo.
E sabemos que, daqui a uns tempos, provavelmente já não nos vamos lembrar de todas as horas que passámos a trabalhar, de todas as mensagens, das reuniões que pareciam nunca mais acabar, dos problemas que apareceram do nada ou das vezes que dissemos “isto é a última coisa que fazemos hoje” e acabámos por f**ar mais três horas.
Mas vamos lembrar-nos de outras coisas.
Vamos lembrar-nos das pessoas.
Das gargalhadas.
Dos momentos em que achámos que não íamos conseguir e conseguimos.
De olhar para Selmes cheio e pensar: “foi por isto.
E é isso que f**a.
Ficam as memórias, f**am as histórias que vamos contar vezes sem conta, f**am as fotografias e f**am, sobretudo, as pessoas que esta caminhada nos trouxe.
Talvez esta comissão tenha terminado, mas aquilo que vivemos nestes meses não termina aqui.
Porque há experiências que acabam no calendário, mas f**am para sempre dentro de nós.
E esta será, sem dúvida, uma delas.
A Comissão de Festas em Honra de Santa Catarina despede-se com o coração cheio.
Cheio de orgulho por aquilo que conseguimos.
Cheio de gratidão por todos os que nos ajudaram.
E cheio de saudades de tudo aquilo que, durante tantos meses, foi a nossa vida.
A ti, Selmes, obrigado por nos teres dado esta oportunidade.
Obrigado por nos teres deixado sonhar, trabalhar, errar, aprender e, no fim, fazer festa contigo.
E se há coisa que levamos connosco é a certeza de que, quando uma terra se une, consegue fazer coisas bonitas.
Santa Catarina, a festa foi nossa.
Mas as memórias… essas são de todos nós. ❤️
Até sempre.🤞🏻❤️
Carolina , Gonçalo , Carlos , Andreia , Milene , Rodrigo Coxilha , Sérgio , Pedro e Rodrigo Dias