21/05/2020
Cultura... E agora?!!
| 21 de Maio de 2020
Olá,
Espero que estejam bem, dentro do possível, nesta nova realidade.
Eu tive a necessidade de partilhar algumas palavras convosco, não como um intelecto, mas sim com a necessidade do escrever o que vai no meu coração nesta altura mais difícil para mim e para outros que se encontram em estado idêntico.
Esta nova realidade trouxe muitos pensamentos, reflexão, momentos em que a tristeza, ansiedade, angústia, vontade de desistir, acabaram por abafar a minha criatividade.
Gosto de me ver como uma Fénix, um pássaro da mitologia grega que, vive muitos anos e, depois de queimada, renasce das próprias cinzas. Outra característica da Fénix é a sua força que lhe permite carregar cargas muito pesadas enquanto voa.
Curiosidade: Em Linguagem Gestual Portuguesa, a configuração da palavra “CULTURA”, é uma “garra aberta”.
Hoje, a 21 de Maio de 2020, Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, uma iniciativa que celebra não só a riqueza das culturas mundiais, mas também o papel essencial do diálogo intercultural para alcançar a paz e o desenvolvimento sustentável. Eu renasço das cinzas e vou tentar recriar-me nesta nova realidade, por isso passo a apresentar-me.
Eu sou a CULTŪRA (latim), mais conhecida por CULTURA, “nasci” em 1817, e o meu “pai” é o Edward Tylor, quanto à minha mãe... prefiro acreditar que foi a mãe natureza que gerou-me.
O meu “pai”, diz que eu sou como um conjunto complexo, interdependente e interactuante de conhecimentos, crenças, leis, tradições, artes, costumes e hábitos de um determinado conjunto de seres humanos constituídos em sociedade.
O meu “padrinho”, Raymond Firth resumiu-me como um modo de vida mas também o resultado das relações sociais entre as pessoas numa determinada sociedade, e o seu significado, juntamente com um certo montante de recursos acumulados de ordem material ou não.
Em termos antropológicos e na sociedade ocidental, cultura é também sinónimo de nação, povo ou etnia, existindo por vezes dentro de uma certa cultura conjuntos de subculturas. Mas no seu sentido mais profundo é muitas vezes impossível definir as fronteiras da cultura ou das culturas, nomeadamente com significados, costumes e hábitos pouco estanques.
Na realidade, “eu” sou, na maior parte das vezes, uma realidade mutante e evolutiva que tanto pode ser um fator de aglutinação, como é o caso das novas tecnologias que funcionam como fatores de globalização, como de separação ao estabelecer fossos cada vez mais profundos entre os seres humanos. Nas modernas sociedades ocidentais, sobretudo nos centros urbanos, a cultura global coexiste com as multiculturas, no sentido das manifestações multiétnicas de diferentes grupos humanos que tanto partilham da cultura global como preservam facetas da sua identidade étnica e tradicional. Por outro lado, a cultura do Primeiro Mundo ocidental ciclicamente vai buscar como "alimento" o exotismo de certas manifestações culturais de países de Terceiro Mundo à medida que a tecnologia vai afastando a sociedade das suas raízes originais.
Em sentido amplo, “eu” sou um conceito de contornos pouco definidos que vai mudando ao longo dos tempos, adaptando velhas crenças a novas situações. Em resumo e em sentido mais restrito, qualquer manifestação de hábitos ou costumes da vida do dia a dia, como a gastronomia, a maneira de vestir, as artes e os ofícios, entre outros, é sentida como manifestações culturais, ou seja, facetas do conhecimento e da tradição de uma sociedade.
Eu considero-me um ser da Terra e/ou do Espírito, e hoje, sendo O Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento é uma ocasião para promover a cultura e destacar o significado de sua diversidade como agente de inclusão e mudança positiva, e refletir sobre como estas contribuem para o diálogo, a compreensão mútua e os vetores sociais, ambientais e económicos do desenvolvimento sustentável.
Mesmo não sendo o ser mais “letrado”, para falar de mim próprio, foi-me dado o direito à liberdade de expressão, segundo o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Todo “o ser humano” tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras".
Depois de uma breve apresentação de quem eu sou e tendo em conta a liberdade de expressão, irei partilhar convosco vários pensamentos, receios, opiniões, emoções, questões... Para facilitar encontrar os meus pensamentos criei o seguinte mote “Cultura... E agora?!!” ( ), esta é uma interrogação que faço a mim mesmo e que muitos também a fazem. Na realidade, acredito que isto possa gerar muitas opiniões, muitas (in)certezas, muita “raiva”, mas a única resposta a esta pergunta está dentro de cada um de nós, e nenhuma resposta é absoluta, pois cada um de nós tem realidades diferentes.
Mas tenho a certeza que “Todos vamos renascer das cinzas”, mesmo que isso obrigue a seguir novos caminhos que levem-nos à felicidade.
Vive em amor, verdade e não deixes de procurar a tua felicidade.
Saudações artísticas,
“Cultura”
(nos pensamentos de MC)
FONTES:
https://www.infopedia.pt/$cultura?uri=lingua-portuguesa/cultura
http://www.turismodeportugal.pt/pt/agenda/paginas/dia-mundial-diversidade-cultural-dialogo-desenvolvimento.aspx
https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/f%C3%A9nix