15/09/2026
Quando olho para os meus 28 anos de experiência profissional, percebo que o meu percurso é muito mais do que uma sucessão de projetos, eventos, estádios ou aeroportos.
É um road map feito de pessoas, culturas, desafios, aprendizagens e experiências.
São 13 países e muitas cidades, que ao longo dos anos me foram levando por diferentes geografias e realidades, permitindo-me conhecer o mundo através do trabalho que faço.
2016 — Milão
Foi em Milão, no mítico Estádio de San Siro, que começou esta fase mais internacional da minha viagem, com a Final da Liga dos Campeões da UEFA.
No ano seguinte, em 2017, o mesmo evento levou-me até Cardiff, no País de Gales.
Dois grandes eventos, dois destinos diferentes e pessoas que acabariam por se tornar amigos para a vida.
2018 — Escócia
Em 2018, chegou a vez da fantástica Escócia e a Glasgow, com os European Championships.
Uma extraordinária experiência multidesportiva, entre terras altas, lagos, histórias de monstros e, sobretudo, pessoas absolutamente fantásticas.
2019 — Le Havre
No ano seguinte, atravessei o Canal da Mancha e cheguei a França, mais concretamente a Le Havre, na Normandia.
Foi aqui que vivi o meu primeiro Campeonato do Mundo Feminino da FIFA.
Mais um país. Mais uma cultura. Mais uma incrível equipa. Mais histórias para guardar.
2021 — Porto, Belfast e Turim
Depois veio aquela pausa que todos conhecemos e que mudou os planos do mundo.
Mas, em maio de 2021, tive o enorme privilégio de regressar ao trabalho internacional e fazê-lo na minha bela cidade do Porto, para mais uma Final da Liga dos Campeões da UEFA.
Ainda nesse ano, o caminho levou-me até Belfast, para a Supertaça Europeia da UEFA, e a Turim, para as Finais da Liga das Nações da UEFA.
2022 — Londres
Em 2022, uma passagem pelo mítico Wimbledon levou-me novamente ao Reino Unido e a Londres.
E, inesperadamente, com um permanente e fantástico sol britânico!
Mas o ano ainda guardava outro grande desafio.
2022 — Doha
No final do ano, o destino foi Doha, no Qatar, para o Campeonato do Mundo FIFA 2022.
Foi a minha primeira experiência no mundo árabe e uma oportunidade extraordinária de conhecer uma realidade, uma cultura e uma forma de trabalhar completamente diferentes.
2023 — Nova Zelândia
E quando pensamos que já fizemos uma viagem suficientemente longa…
Nada como atravessar meio mundo e chegar à Oceânia.
Auckland e Hamilton, na Nova Zelândia, receberam-me para o meu segundo Campeonato do Mundo Feminino da FIFA.
Um novo continente. Novas paisagens. Novas pessoas. Novas experiências.
2023 — Egipto e África do Sul
Pouco depois, o caminho levou-me até África.
Primeiro, à incrível e vibrante cidade do Cairo, no Egipto, para a African Football League.
Depois, até à África do Sul, mais concretamente a Pretória.
Mais uma vez, o trabalho transformou-se numa oportunidade de descobrir novas culturas e novas formas de ver o mundo.
2024 — Paris e Versailles
E então chegou 2024.
Um ano que f**ará para sempre marcado na minha história profissional.
Paris e uma experiência profissional e humana que f**ará para sempre.
2024 — Riade
E quando parecia que 2024 já não podia trazer mais nada, viajei até Riade, na Arábia Saudita, para a COP16 das Nações Unidas.
2025–2026
Em 2025, os desafios foram diferentes, mas a viagem internacional continuou.
Regressei ao Qatar, desta vez para um evento de música eletrónica.
Depois, novamente Riade, para a cerimónia de abertura dos Jogos Islâmicos.
E, mais uma vez, África.
Marrocos, e a extraordinária cidade de Fez, para a Taça das Nações Africanas, numa experiência que se prolongou até 2026.
2026 — Londres e Monterrey
E chegamos a 2026.
O meu road map levou-me novamente a Londres, desta vez para o Campeonato do Mundo Feminino de Clubes da FIFA.
E, quando pensei que já conhecia muitos dos caminhos que este trabalho podia proporcionar, surgiu um novo destino:
México e mais concretamente, Monterrey.
Uma cidade extraordinária, rodeada por montanhas impressionantes, com um calor que nos f**a na pele… e, mais uma vez, pessoas fantásticas que tornam a experiência ainda mais especial.
E afinal, qual é a verdadeira riqueza desta viagem?
São 28 anos.
São 13 países.
São muitas cidades, muitos aeroportos, estádios, arenas, hotéis, reuniões, operações, desafios e horas de trabalho.
Mas, acima de tudo, são pessoas.
São as amizades que f**am.
São as culturas que descobrimos.
São as diferenças que aprendemos a respeitar.
São as histórias que trazemos connosco.
São as experiências que nos transformam.
Porque, no final, a maior riqueza desta viagem não está nos lugares onde estive, mas nas pessoas que conheci, nas culturas que vivi e nas experiências que cada destino me ofereceu.
Cada país deixou alguma coisa em mim.
Cada cidade trouxe uma história.
Cada equipa ensinou-me alguma coisa.
E cada viagem acrescentou uma nova peça a este enorme puzzle que é a minha vida profissional.