19/04/2026
Hoje dia 19 de Abril é o dia dos Povos Indígenas, por isso venho aqui deixar uma reflexão.
Há algo que precisa ser dito com clareza, responsabilidade e, acima de tudo, respeito.
Tenho recebido dezenas de mensagens a perguntar sobre “consagrações de medicinas da floresta”, como se estivéssemos a falar de um evento qualquer, algo que se agenda, se vende e se consome sem consciência.
Não. Não é assim.
As medicinas da floresta não são tendência, não são produto, não são entretenimento. São sagradas. Carregam linhagens, saberes ancestrais, contextos culturais profundos e, acima de tudo, exigem responsabilidade, preparação e respeito.
Transformar isso em algo leviano, comercial ou desestruturado é uma forma de desrespeito — não só para com as medicinas, mas para com os povos que as guardam há gerações e para com as próprias pessoas que procuram esse caminho.
Não se trata de fazer ou não fazer. Trata-se de COMO, PORQUÊ e COM QUEM.
Quem trata isto como negócio rápido, como experiência vendável ou como moda espiritual, está a contribuir para a banalização de algo que merece reverência. E isso tem consequências reais, físicas, emocionais e espirituais.
Por isso, deixo aqui um convite à consciência: informem-se, respeitem os processos, questionem intenções e não alimentem estruturas que não honram aquilo que dizem representar.
Espiritualidade não é consumo. Medicina não é espetáculo. E o sagrado não se banaliza.
Tenham consciência!!!! 🤎
Bora lá preencher o III Encontro de Xamanismo!!!
André Viana