13/08/2026
Há nomes que escolhemos. E há nomes que, com o tempo, percebemos que talvez nos tenham escolhido a nós.
Nos anos 90, quando comecei a assinar as minhas noites como DJ Eclipse, aquele nome representava a música, a noite, o mistério e a intensidade de uma pista de dança. Era uma época diferente, feita de cabines, discos, luzes, viagens e madrugadas que pareciam não ter fim.
Ontem, 12 de agosto de 2026, muitos anos depois, tive a oportunidade de assistir e fotografar um eclipse total do Sol.
E durante aqueles breves instantes em que a Lua cobriu completamente o Sol e o dia mergulhou na sombra, foi impossível não voltar atrás no tempo.
Ali estava eu, décadas depois, perante um verdadeiro Eclipse.
O nome que um dia esteve escrito nos flyers, nas cabines e nas memórias das noites dos anos 90 aparecia agora diante dos meus olhos, desenhado no céu.
A música ensinou-me que existem momentos que não se repetem. Um eclipse total também.
Talvez por isso aquele instante tenha tido um significado tão especial.
DJ Eclipse foi uma parte da minha história.
Ontem, o Eclipse tornou-se parte da minha vida.
Trinta anos depois, o círculo fechou-se.
E por alguns minutos, entre a escuridão e a luz, passado e presente encontraram-se no mesmo céu.
🌑☀️ Eclipse — ontem um nome. Hoje uma memória para toda a vida. Jack Malipan Photography