Casa da Cultura Loulé

Casa da Cultura Loulé A Casa da Cultura de Loulé é uma associação cultural e desportiva sem fins lucrativos.

As nossas alunas tiveram o privilégio de ser convidadas a integrar a Orquestra Juvenil do Algarve, vivendo ao longo dest...
10/08/2026

As nossas alunas tiveram o privilégio de ser convidadas a integrar a Orquestra Juvenil do Algarve, vivendo ao longo deste ano experiências verdadeiramente maravilhosas e enriquecedoras. 🎶✨
A orquestra teve várias formações ao longo do ano, proporcionando um leque de experiências musicais verdadeiramente enriquecedoras. 🎻🎶✨
Em dezembro de 2025, Orquestra de Cordas juntou-se dois coros para um espetáculo belíssimo. Seguiu-se um Estágio de Orquestra, em Monchique, que trouxe novos desafios e aprendizagens.
Como grande culminar deste percurso, a orquestra encerrou o ano com a ópera “Vem Aí o Zé das Moscas”, celebrando a música, o trabalho conjunto e todo o caminho percorrido ao longo do ano. 🎻🎶✨
Um ano de aprendizagem, partilha, música e muitas memórias que f**arão para sempre! ❤️
Um agradecimento muito especial à Maestrina Daniela Z. e ao António Pereira pela dedicação, orientação, carinho e por todo o trabalho desenvolvido ao longo deste percurso. Foi uma experiência inesquecível para as nossas alunas! 🌟
Parabéns às nossas alunas por esta conquista e por todo o empenho e dedicação! 👏🎶

“Neste ano de centenário, multiplicam-se, para nosso regalo, as homenagens a John Coltrane. O Quarteto de Ricardo Toscan...
08/08/2026

“Neste ano de centenário, multiplicam-se, para nosso regalo, as homenagens a John Coltrane. O Quarteto de Ricardo Toscano apresentou A Love Supreme, suíte gravada em 1964 que permanece um pilar da história do jazz moderno. Mais do que revisitar um clássico, Toscano, Hugo Lobo (piano), Romeu Tristão (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria) propuseram uma interpretação que respeitou o espírito da obra sem a transformar numa relíquia de museu.
Encontraram novos sentidos para possibilidades antigas e viveram nela durante quase uma hora.
(…)
A suíte agarrava o público numa sucessão de clímax, a bateria mantinha uma corrente rítmica densa e o saxofone de Toscano encontrava espaço para colonizar com um virtuosismo impressionante. A música de Coltrane corre-lhe naturalmente nas veias. Mais do que dominar esta linguagem, Toscano move-se nela como peixe na água. Soube sempre ocupar e desocupar todos os espaços com uma leveza que só a maturidade e alta rodagem alcançam. Mesmo quando está no palco de um festival parece-nos que o habita com a mesma naturalidade com que o faz num clube de jazz.
Depois da catarse da suíte e do primeiro longo aplauso, o quarteto escolheu “Dear Lord” para terminar. Uma das composições mais líricas e contemplativas de Coltrane, gravada em maio de 1965 e publicada postumamente, soou como oração depois da tempestade. Como quem ergue um templo dentro de um castelo, devolveu à música a serenidade e permaneceu em águas profundas. Um final coerente de um concerto que soube equilibrar a intensidade física, a exigência técnica e a dimensão espiritual da obra-prima A Love Supreme. 

Poucas obras resistem ao tempo desta forma; provavelmente menos são os músicos capazes de as devolver ao presente sem as cristalizar.

Mais de sessenta anos depois da gravação, A Love Supreme continua a desafiar quem a interpreta e quem a escuta. Suscita interesse e desperta continuamente múltiplas leituras e infinitas possibilidades. Assim, conserva intacta a sua expressividade e modernidade. É um clássico.
O público voltou a levantar-se para um longo aplauso. “

Marco Vieira para o Rimas e Batidas

“A noite de domingo (26 julho) fechou a 30.ª edição do Loulé Jazz. Confirmou a fidelidade de um público  interessado e p...
07/08/2026

“A noite de domingo (26 julho) fechou a 30.ª edição do Loulé Jazz. Confirmou a fidelidade de um público interessado e particularmente dedicado a escutar atentamente os músicos que passaram pelo palco da alcaidaria do castelo, esgotando as três noites do festival sempre com a mesma postura.
O primeiro concerto mostrou-nos o Quarteto luso-finlandês de Alexi Tuomarila. Ao lado do aclamado pianista e compositor finlandês estavam o baterista Olavi Louhivuori, André Fernandes na guitarra e Nelson Cascais no contrabaixo. Começaram por revisitar “The Times They Are A-Changin”, de Bob Dylan, e viríamos a perceber que seria o único tema do alinhamento que não era composição de Tuomarila.
Melodias líricas e memoráveis, harmonias frescas, com influência da escola nórdica tramavam uma malha sonora densa por entre escrita sofisticada e espontaneidade coletiva. Alternavam-se momentos intimistas com passagens momentâneas pela intensidade. O quarteto devia a sua unidade sobretudo à íntima conexão entre a bateria e o piano que, certamente, se explica com a já longa parceria entre os dois finlandeses. A criatividade de Louhivuori na bateria coloria e organizava os espaços para as incursões de guitarra, para as narrativas do piano e para a tensão rítmica do contrabaixo. Encetando, aqui e ali, um diálogo com cada um dos instrumentos, Louhivuori funcionava como contrapeso do quarteto.
A presença da guitarra de André Fernandes introduz uma nuance tímbrica ao formato clássico do quarteto com saxofone, criando uma sonoridade transparente e muito rica, de onde emergiam discretos laivos do rock. Aliás, os dois portugueses carregam sonoridades atlânticas que se misturam com um certo sentimento nórdico das composições de Tuomarila — “August”, “Towards Dark Light”, “Gaman”, “Moreeni” — e conferem-lhes frescura e novas nuances. Pareceu-nos um raio de sol sobre o gelo. No final, o público aplaudiu em pé a atuação do quarteto.”

Marco Vieira para Rimas e Batidas Rimas e Batidas

Fotos de Algarve Ao Vivo

“As Folhas Novas Mudam de Cor é o quarteto em que Miguel Meirinhos (piano), José Soares (saxofone), Hugo Carvalhais (con...
06/08/2026

“As Folhas Novas Mudam de Cor é o quarteto em que Miguel Meirinhos (piano), José Soares (saxofone), Hugo Carvalhais (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria) regressam ao universo de António Pinho Vargas sem a intenção de o reproduzir mas sim de o habitar com cada uma das suas identidades. As composições do pianista português são revisitadas com novos arranjos, e espaço aberto ao diálogo permanente entre escrita e improvisação.
Logo em “June”, tema que abriu o concerto, o quarteto desenha um percurso entre o caos inicial e um regresso gradual à serenidade melódica, com o saxofone de José Soares a provocar constantemente o equilíbrio do grupo. Em “Gente Estranha”, é precisamente o diálogo improvisado entre os dedos delicados de Meirinhos no piano e o saxofone provocador Soares que conduz uma paisagem sonora urbana, inquieta e em constante transformação.
Alguma da melancolia apareceu colorida em “Cantiga para Amigos”, introduzida por um solo de contrabaixo de Hugo Carvalhais que suspende o tempo antes da entrada dos restantes músicos. Mais tarde, em “Dança dos Pássaros”, a célebre melodia originalmente escrita para piano reaparece na voz do saxofone. Juntamente com “Tom Waits”, estes dois temas emblemáticos da obra de Pinho Vargas, encontraram no público o reconhecimento coletivo que lhes conferem a intemporalidade e um lugar na memória que atravessa gerações. 
Em “Incontornável Melancolia”, Mário Barreiros assume sozinho o palco durante vários minutos. O longo solo de bateria funciona como construção paciente de tensão e desconstrução do tempo, até que os restantes músicos ingressam e a música reencontra o seu centro. Mário sabe a música de cor, não precisa de papéis, está no corpo. É ele o elo de ligação ao quarteto original António Pinho Vargas do início dos anos 80. Na bateria, abriu mais do que ocupou o espaço para o protagonismo do saxofone e do piano. Procurou sobretudo timbres, texturas e balanço em cada intervenção.  
Fecharam com “Vilas Morenas”, dedicada ao Algarve, encerrando uma noite em que o jazz percorreu as formas do tempo.

Marco Vieira para Rimas e Batidas Rimas e Batidas

Fotos de Algarve Ao Vivo

Andy Sheppard Trio trouxe ao Loulé Jazz temas do novo disco, que será lançado no outono pela ECM.“A segunda hora trouxe ...
04/08/2026

Andy Sheppard Trio trouxe ao Loulé Jazz temas do novo disco, que será lançado no outono pela ECM.

“A segunda hora trouxe o trio experimentado de Andy Sheppard. Também clássico, nas várias acepções da palavra, apresentou um jazz onde a subtileza foi a linguagem. A elegância parece nascer da contenção e de uma certa recusa em exceder-se. Sheppard está distante da energia explosiva de muito jazz americano. Prefere relacionar-se com a música de câmara, aproxima-se pela atenção ao silêncio e ao detalhe, pelo equilíbrio entre os instrumentos e pela clareza do som. Cada nota pesava tanto quanto o silêncio. A composição assumia um papel central: a escrita detalhada servia de alicerce à interpretação, mas a sua solidez nunca impedia a flexibilidade. Como a pedra do castelo em redor, a escrita, nas mãos destes três músicos, tornou-se inesperadamente maleável. 

Rita Marcotulli ocupava um lugar singular nesta arquitetura sonora. O piano não se limitava a acompanhar; era o espaço que permitia o saxofone e o contrabaixo existirem. As teclas iluminavam a paisagem sonora e preenchiam o ar sem o saturar. O francês Michel Benita, por seu lado, fazia do contrabaixo uma voz melódica, alternando momentos de tensão quase impercetível com solos de grande calor expressivo e um recurso ao arco para apontamentos de textura e nuances tímbricas. Em certos temas, as melodias serpenteavam sobre o chão construído pelo piano e pelo contrabaixo; noutros, era o piano que iniciava o percurso, batendo e saltitando nas teclas antes de o trio encontrar um novo equilíbrio. (…) Um verdadeiro triálogo, feito de subtileza, leveza e escuta atenta, sob um céu estrelado que tornou ainda maior o prazer de partilhar aquela música.”

Marco Vieira para Rimas e Batidas Rimas e Batidas

Fotos de Algarve ao Vivo. Algarve Ao Vivo

Mário Laginha, diretor artístico do Loulé Jazz e Andreia Brito, Presidente da Casa da Cultura de Loulé na abertura do fe...
03/08/2026

Mário Laginha, diretor artístico do Loulé Jazz e Andreia Brito, Presidente da Casa da Cultura de Loulé na abertura do festival.

Nas palavras do Rimas e Batidas

Loulé Jazz’26 – dia 1: uma forma nova e outra antiga de elegância

Em julho, o castelo de Loulé é tomado pelo jazz – é assim há 30 edições. Antes de se tornar um dos palcos do MED durante o mês de junho, a alcaidaria do Castelo é o local original do Festival de Jazz de Loulé desde 1995. Trinta e um anos depois, o festival mantém uma programação curada por Mário Laginha desde 2011, sustentada, desde a primeira edição, pelo trabalho voluntário da Casa da Cultura de Loulé. 
A propósito desta trigésima edição, alimentada pelo desejo de renovação e o olhar no futuro, promoveu, em parceria com a câmara municipal, o concurso nacional para renovar o Trio de Jazz de Loulé. Tradicionalmente, é o trio que abre o festival e era o mesmo há uma década. 
Há menos de um mês, Luís Lelis, João Ribeiro e Francisco Melo foram apresentados como o novo trio, que não só abrirá o festival nos próximos cinco anos, como terá a oportunidade de gravar, crescer e criar numa residência artística para tocarem muitas vezes por ano, em salas e auditórios com condições e pessoas a ouvir.

Ao Rimas e Batidas, revelaram que o “muito carinho pelos discos do Ahmad Jamal e do Oscar Peterson, misturado com temas originais, que vão numa corrente mais de jazz europeu, ou mesmo de jazz português” resumem parte da identidade estética do novo trio.

João Ribeiro assume uma abordagem minimalista à bateria, precisamente porque o obriga a ser mais criativo. O kit reduzido – bombo, tarola e pratos – serviu sobretudo para criar texturas e ambientes, mas além dessa, João Ribeiro tem outra particularidade: “Eu já canto há algum tempo. Na minha vida nem sempre foi, é uma coisa mais recente do que tocar. Os meus estudos foram todos na bateria, portanto, cantar é uma coisa que eu faço há menos tempo. Mas quando fomos a concurso, sabíamos que isso era uma coisa que podíamos explorar. É uma particularidade boa.”

No alinhamento, dois temas originais de Luís Lelis figuraram ao lado de peças de Jimmy Rowles, Elmo Hope e Tadd Dameron com naturalidade.

O tri

Concerto de verão a 31 de de Julho, antes das merecidas férias 🔥 entre concertos, masterclass, workshop e estágios de or...
03/08/2026

Concerto de verão a 31 de de Julho, antes das merecidas férias 🔥 entre concertos, masterclass, workshop e estágios de orquestra por este Algarve fora foi um excelente ano ❤️ parabéns a todos 👏🏽🎻🎸 voltamos a 1 de Setembro (ou antes, 😅)

Encontro marcado na Casa da Cultura de Loulé dia 31 de Julho às 18h, começamos mais cedo que há várias surpresas 😊 apare...
30/07/2026

Encontro marcado na Casa da Cultura de Loulé dia 31 de Julho às 18h, começamos mais cedo que há várias surpresas 😊 apareçam.

O que andamos a preparar ??? 😊
28/07/2026

O que andamos a preparar ??? 😊

27/07/2026

O concerto de Ricardo Toscano «A Love Supreme» de John Coltrane foi recebido pelo nosso público em escuta absoluta.
A receção sublinhou a dimensão espiritual e universal de «A Love Supreme», disco editado há 60 anos e reconhecido como um dos pontos mais altos da história do jazz.
Já sabíamos, mas f**a também em registo: temos um dos melhores públicos do mundo. Do vosso aplauso fazemos o nosso também.

RICARDO TOSCANO QUARTETO ·
“A LOVE SUPREME” — 100 ANOS DE JOHN COLTRANE

Com Ricardo Toscano (saxofone alto)
Hugo Lobo (piano), Romeu Tristão (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria).
E aquele som da Helena Ramos

Obrigado a todos.


algarve

Endereço

Rua 5 De Outubro 36
Loulé
8100-683

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 15:00 - 20:00
Terça-feira 15:00 - 20:00
Quarta-feira 15:00 - 20:00
Quinta-feira 15:00 - 20:00
Sexta-feira 15:00 - 20:00

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Casa da Cultura Loulé publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Casa da Cultura Loulé:

Compartilhar