09/06/2026
Existem momentos na nossa vida que nos exigem muita força,e ninguém nos ensina como atravessar certas fases. No meio do caminho, muitas vezes sem “mapa” sem certezas nenhumas, (vou indo), quando voltei á “estrada” voltei diferente, mudamos, e isso não é perder identidade, simplesmente mudamos…e eu mudei… e a minha forma de ver a arte também mudou…significa que entre o que faço, o que espero e o que sinto, não se fragmentou ,permito apenas que tudo isso caminhe na mesma direção…é permitir que aquilo que faço deixe de ser apenas execução e passe a ser expressão mais fiel de quem me tornei. E isso exige honestidade, coragem para com o meu trabalho, mas sobretudo comigo.
Existe um equilíbrio delicado entre respeito pelo passado e coragem pelo presente…amar o que faço não me obriga a fazê-lo sempre da mesma maneira. Obriga-me sim, a não fazer de forma vazia e a estar em coerência, entre quem sou ,e o que faço, o que espero e o que sinto. É permitir que tudo isso caminhe na mesma direção.
Mais consciente, mais alinhada, mais inteira, menos necessidade de agradar e mais vontade de ser verdadeira com aquilo que sinto,penso e crio.
Com mais escuta interna e menos ruído externo.