18/09/2026
COMUNICADO DE ESCLARECIMENTO
A Industria Azores vem, por sua iniciativa e sem que para tal esteja obrigada, prestar alguns esclarecimentos relativamente ao evento "Dreamland" e a interpretações que têm circulado nas últimas semanas.
Desde o primeiro momento, o Dreamland nunca foi pensado como uma concorrência à Semana do Mar, nem poderia ser entendido como tal. Tratava-se de um evento realizado num espaço fechado, com uma natureza e uma dinâmica próprias, enquanto a Semana do Mar é um festival ao ar livre, com uma dimensão, programação e objetivos distintos.
A ideia do Dreamland foi, precisamente, recuperar e devolver à ilha do Faial, às pessoas e aos empresários um conceito que deixou de existir com o desaparecimento da tenda eletrónica: o de um verdadeiro after party associado ao ambiente festivo daquela semana. Recorde-se que a última tenda eletrónica contou, inclusive, com produção da própria Industria Azores.
É, por isso, lamentável que esta intenção tenha sido interpretada por alguns como uma ameaça ou uma tentativa de concorrência. Essa leitura não corresponde à realidade nem ao espírito com que o projeto foi desenvolvido. Mais do que uma questão de eventos, esta situação revela a necessidade de continuarmos a evoluir enquanto comunidade, adotando uma visão mais aberta, colaborativa e menos limitada.
Relativamente ao cartaz inicialmente anunciado e que não se concretizou na sua totalidade, importa esclarecer que houve uma redução da programação na sequência da impossibilidade de abertura no primeiro dia do evento e da menor adesão registada nos dois dias seguintes. Assumimos a nossa responsabilidade pelas decisões tomadas e pelas consequências que delas resultaram. Em quase 20 anos de atividade, esta foi a primeira ocasião em que tivemos de cancelar parte de um alinhamento previamente anunciado.
Sempre pautámos a nossa atividade pela integridade, pelo profissionalismo e pela qualidade das programações apresentadas. Os cartazes realizados ao longo destas décadas representam um investimento superior a 100 mil euros em cultura, um valor particularmente significativo tendo em conta a realidade e a dimensão do mercado em que desenvolvemos a nossa atividade.
Em resposta aos diversos comentários e “zunzuns” que têm circulado, reafirmamos que a Industria Azores respeitou, respeita e continuará sempre a respeitar o livre arbítrio de qualquer empresário ou entidade relativamente à sua participação nas propostas que apresenta. Na base dos nossos valores estão o respeito, a liberdade e a igualdade. Cada pessoa ou entidade é livre de aceitar ou recusar qualquer proposta, sem que essa decisão deva originar constrangimentos ou consequências.
O que não consideramos aceitável é a tentativa de denegrir a imagem de uma empresa através de insinuações, pressões ou informações que não correspondam aos factos. Discordâncias são legítimas. A divulgação de versões falsas ou injustificadas, não.
Sobre a segurança do evento, a Industria Azores tem investido, sempre que considera necessário (mesmo em situações em que tal não é legalmente obrigatório) na segurança dos espaços e eventos que promove, enfrentando também um problema real na ilha do Faial: a falta de segurança associada à realização de determinados eventos pagos e atividades em espaços de diversão noturna. No caso concreto do Dreamland, foi celebrado um contrato de prestação de serviços de segurança para a totalidade dos dias previstos, através de uma empresa legalmente constituída e devidamente habilitada para o efeito. Infelizmente, o voo da Azores Airlines previsto para sexta-feira, 31 de julho, não se realizou devido às condições meteorológicas, o que impossibilitou a chegada do segundo elemento necessário para a abertura do espaço no primeiro dia do evento.
Lamentamos ainda mais que, num meio pequeno como o nosso, tenham sido apresentadas denúncias que não correspondiam à realidade dos factos. Na sequência de uma denúncia anónima, foi realizada uma visita das autoridades ao B Side, estabelecimento que se encontrava encerrado naquele momento, justamente pelo motivbo acima referido.
A Industria Azores colaborou e continuará a colaborar com as entidades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários e mantendo a convicção de que a transparência é a melhor forma de proteger o nosso trabalho, os nossos parceiros e o público. Continuaremos a desenvolver a nossa atividade de forma responsável, profissional e transparente, como temos feito ao longo dos anos.
Sabemos que temos muito trabalho pela frente, mas também sabemos que a nossa história, o investimento realizado e a forma séria como sempre trabalhámos falam por si. Continuaremos a apostar na cultura, na música, na criação de conceitos, oportunidades e na dinamização da ilha do Faial, com respeito por todos, mas também com a firmeza necessária para defender o nosso nome, o nosso trabalho e a verdade dos factos.