01/09/2026
A Direção Regional da Cultura, através da Biblioteca Pública e Arquivo regional João José da Graça, apresenta ao público a Raridade e o Documento Histórico do mês de setembro de 2026. A exposição estará patente na vitrina da Sala de Leitura da Instituição.
A raridade escolhida é constituída pelas Obras Poeticas de Nicolao Tolentino de Almeida, Lisboa, 1828. Inicialmente constituída por dois tomos (1801), foi-lhe, mais tarde, adicionado um terceiro tomo intitulado Obras Posthumas de Nicolao Tolentino de Almeida. O autor é considerado um dos grandes vultos literários do século XVIII português e um dos maiores satíricos daquele tempo. Nasceu em Lisboa a 10 de setembro de 1740 e, na mesma cidade, viria a falecer a 23 de junho de 1811. Estudou Leis na Universidade de Coimbra, cidade na qual levou uma vida boémia e poética entre 1760 e 1769. Em Lisboa foi professor régio de Retórica e Poética. Obteve, em 1780, um posto de oficial praticante na Secretaria de Estado dos Negócios do Reino, ascendendo, em 1783, a oficial ordinário da mesma. Foi feito cavaleiro fidalgo da Casa Real e Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. Entre 1790 e 1794, pertenceu ao movimento da Nova Arcádia. Compôs sonetos, odes, memoriais e sátiras sobre a mesquinhez dos costumes. O seu estilo caracteriza-se pela simplicidade, facto que o diferencia da poesia neoclássica pretensiosa e grandiloquente da época.
O documento histórico é o programa de cinema e de música, do dia 26 de dezembro de 1927, do Salão Teatro Eden, que se encontra depositado no arquivo do Governo Civil do Distrito da Horta. O Salão-Teatro Eden localizava-se na Rua Conselheiro Medeiros, n.º 17, com frente também para a Rua Conselheiro Miguel da Silveira, na cidade da Horta. Fundado por iniciativa das primas Lídia Correia Bettencourt Furtado e Silvina Furtado de Sousa, foi inaugurado a 25 de novembro de 1915. Em 1919, o Eden foi alvo de obras de remodelação, reabrindo ao público a 26 de outubro do mesmo ano, “transformado numa esplêndida casa de espetáculos, num dos melhores cinematógrafos do país, amplo, elegante e confortável”. Com capacidade para 300 espectadores distribuídos pela plateia e pelo balcão, o Salão-Teatro Éden dispunha de um palco de dimensões regulares, uma cabine de projeção, um amplo hall e um bar. As sessões de cinema mudo eram acompanhadas por uma orquestra cinematográfica. Encerrou definitivamente em 1940.
A Direção Regional da Cultura informa que esta e outras iniciativas podem ser consultadas na Agenda Cultural do Portal CulturAcores disponível em www.culturacores.azores.gov.pt