13/11/2017
A Lua Pimpolha, um centro de estudos com diversas atividades e serviços para crianças e pais, nasceu da necessidade urgente sentida por duas jovens mães, que trabalham com crianças há vários anos, de fazer algo para devolver às crianças a liberdade de serem crianças, valorizando cada etapa do seu desenvolvimento e contribuindo ativamente para uma infância mais feliz, sendo o bem-estar dos pais fundamental para este processo.
Andreia Ruivo – terapeuta da fala - e Joana Baracho – professora.
Como mães, deparamo-nos com uma sociedade que limita e condiciona os nossos filhos, rotulando e categorizando cada um desde muito cedo. Um mundo onde a criatividade é vista como uma brincadeira e a brincadeira como algo acessório, por oposição ao trabalho. Uma sociedade que exige que as crianças cresçam demasiado depressa. Onde deixou de haver tempo para ser criança e para ser pai.
Não aceitamos, não nos conformamos. Ser criança não é fácil e brincar é uma das coisas mais importantes para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, para a felicidade de qualquer criança e para a sua formação. Uma criança que não tem tempo para brincar não é feliz! As crianças aprendem muito enquanto brincam, aprendem as regras de socialização, aprendem a respeitar o outro, desenvolvem a sua identidade, entre muitas outras coisas.
Por seu lado, a criatividade é uma ferramenta fundamental para a formação das pessoas e muito em falta na sociedade atual. A criatividade permite à criança explorar o mundo através dos seus olhos, dos seus pensamentos, dos seus interesses e experiências. Permite-lhe encontrar o seu papel na sociedade e definir-se a si própria enquanto ser humano.
A criatividade, a brincadeira, a dedicação, a compreensão e o respeito são as bases do nosso método de trabalho e princípios fundamentais da Lua Pimpolha. Partindo deles, trabalhamos para ajudar as nossas crianças a serem mais felizes, a sentirem-se melhor consigo próprias e terem muito sucesso na escola e na vida.
Porque acreditamos que cada um de nós pode fazer a diferença e que todos podemos e devemos fazer tudo ao nosso alcance para criar um mundo cada vez melhor, pois "Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco." (Edmund Burke)