10/05/2026
Foi em 1988 que o meu pai, António Dias Gonçalves, e um amigo foram dar um passeio pelo campo com a ideia de comprar uns cabritos para realizar um almoço de Páscoa.
Encontraram uns cabritos a pastar numa quinta e um senhor a trabalhar a terra.
Pararam e perguntaram se os cabritos estavam à venda, ao que o senhor respondeu:
“Os cabritos, a casa e os terrenos estão à venda.”
O meu pai comprou a quinta e os terrenos, ficando ainda com os cabritos de oferta.
Assim ajudou o antigo proprietário a concretizar o desejo de comprar um apartamento para a filha, no Funchal.
Em 1989 realizou a primeira recuperação da quinta, transformando-a numa casa de campo para si, para a nossa família e, em especial, para a sua filha, a “princesa da casa”.
Ao longo dos anos foi emprestando a casa a amigos e familiares para realizarem convívios, organizou pequenos arraiais para turistas e muito mais.
Em 1999 recuperou os jardins e construiu um salão anexo à casa principal da quinta, como espaço de convívio e para celebrar, em surpresa para a minha mãe, os seus 25 anos de casamento.
Durante muitos anos tivemos o prazer de conhecer e realizar inúmeros eventos, sempre com todo o carinho e dedicação que o meu pai exigia.
“Uma festa para eles é como se fosse uma festa para mim.”
Hoje, a 8 de maio, deixou-nos, mas permanece a sua ideia, o gosto, o prazer e a dedicação em realizar todos os desejos, como se fossem seus.
A Quinta é um sonho seu…
A Quinta é o seu jardim…
Obrigado, António Gonçalves — A Parreira.
Maria Bernardete
Marco António Gonçalves
Dino Sandro Gonçalves
Marso Parreira
Bebiana Gonçalves
João Vicente Gonçalves Saldanha
Quinta das Carreiras
Restaurante Típico A Parreira