17/06/2026
Há memórias que não desaparecem.
Não porque continuem a doer da mesma forma, mas porque ainda nos ensinam alguma coisa.
Durante muito tempo acreditamos que o tempo apaga, que afasta, que resolve. Mas algumas histórias não desaparecem. Transformam-se.
Perdem a urgência. Perdem o medo. Perdem a capacidade de nos paralisar. E é precisamente nessa distância que começamos a compreender aquilo que, durante anos, apenas conseguimos sentir.