17/12/2025
"Talvez o meu fim, seja o meu final feliz."
E quando ouvi isso, bateu daquele jeito estranho que só as verdades simples conseguem bater. Meio torto, meio cru, como aquelas lições que a vida não explica, só deixa você sentir. Fez-me pensar se, no fundo, o meu final feliz não seria esse mesmo: passar pela vida fazendo os outros sorrirem, enquanto aprendo a conviver com os meus próprios silêncios.
Porque às vezes Deus não ensina a encontrar o caminho, ensina a ser o sinal. Ensina a amar o mundo, as pessoas que passam, as que f**am e até as que vão embora sem aviso. Ensina a mostrar direções, mesmo sabendo que a nossa bússola vai girar sem parar. E talvez isso já seja um tipo raro de felicidade.
E sim, talvez esse seja o meu final feliz.
O final feliz de um lobo solitário que, apesar das armadilhas no caminho, nunca virou vilão da própria história. Um lobo que amou ovelhas, estranhos e perdidos como se fossem da sua alcatéia, mesmo sem nunca ter tido uma de verdade. Um lobo que escolheu continuar bom, mesmo quando ser bom parecia a escolha mais solitária de todas.
No fim, a vida não é sobre quem f**a até o último capítulo.
É sobre quem foi verdadeiro em cada página. E talvez o final feliz seja exatamente isso: perceber que, mesmo esperando por algo que nunca chegou, você se tornou aquilo que alguém precisou encontrar no caminho.
Por Siquisse Castro Dha Cr - o seu contador de histórias ✍️