09/08/2024
tbt - Essa era a minha casa! Foi assim, sempre com a nossa casa cheia que eu cresci lá em Itaquá. E quando digo cheia, era cheia mesmo! 😅
Morávamos apenas meus pais e eu (pequenininha!) em uma chácara na entrada do bairro. Nossos vizinhos laterais eram os sítios de verduras. A partir do fundo do terreno, extrema periferia.
Parecia que todos tínhamos sido esquecidos por ali. Nada chegava, tudo faltava para todos. Foi então que meus pais em 1993, com apoio do recém chegado na política , passaram a distribuir vale leites (que depois passou a ser leite), semanalmente para 150 famílias. Mais de 500 pessoas assistidas por mês.
Como no nosso bairro não tinha nada, dentro da nossa casa fornecíamos espaço para pré escola, alfabetização de adultos, vários cursos do Sebrae, tínhamos também uma farmácia popular. Meu pai chegou a arrematar um lote de computadores para poder dar aulas para a população, dentro da nossa própria sala de estar. E eu, transformava meu quarto de brinquedos em uma biblioteca comunitária, mas que infelizmente foi destruída em uma das enchentes que passamos.
Cresci assim, sabendo que não dava para esperar nada de ninguém. Se eu quisesse algo melhor teria que eu mesma fazer. Aprendi a usar o computador digitando os ofícios para levar na prefeitura quando eu tinha 5, 6 anos. Até que anos mais tarde uma professora escreveu em uma atividade minha “quero um ofício feito por você” sem ter acreditado que um adolescente poderia ter feito um sozinha 😅
Eu sempre acreditei no poder transformador da Ação, inclusive “Ação e Atitude” foi o nome da minha chapa no Grêmio estudantil!
Bora fazer a diferença?