27/07/2025
✊ SIERRA MAESTRA F**A!
Pelo direito à permanência e à justiça social — não ao despejo de uma comunidade viva e resistente!
Existe um lugar de sonho e luta em Itapevi, na Grande São Paulo, chamado Sierra Maestra. Mais do que um sítio, é uma comunidade formada por educadores, ativistas, ambientalistas e trabalhadores comprometidos com a construção de um outro mundo possível. Um espaço de vida coletiva, práticas agroecológicas, projetos sociais e resistência ao modelo excludente e predatório do capitalismo urbano.
O terreno foi adquirido por duas pessoas no início dos anos 2010. Uma delas abandonou o local ainda no primeiro ano, jamais retornando, contribuindo nem mesmo com o pagamento de impostos como o IPTU. Enquanto isso, os que f**aram transformaram o espaço num verdadeiro centro de educação popular, cultura, agroecologia e economia solidária. Desde então, o Sítio Sierra Maestra se tornou referência de outra forma de viver, produzindo alimento, saberes, solidariedade e consciência.
Mas desde 2017, essa comunidade enfrenta um processo judicial injusto: o ex-sócio que abandonou o espaço ingressou na Justiça solicitando a venda forçada do imóvel via leilão judicial, ameaçando desalojar famílias e destruir anos de construção coletiva e territorial.
Neste ano de 2025, o pior aconteceu: um arrematante venceu o leilão judicial, mesmo depositando apenas 50% do valor, com a promessa de quitar o restante em até 30 meses. Os moradores do Sierra Maestra, amparados pela lei, correram contra o tempo, organizaram campanhas e conseguiram levantar 100% do valor à vista, depositando integralmente em juízo com base no direito de preferência — previsto no artigo 843 do Código de Processo Civil e respaldado em jurisprudência que assegura esse direito a coproprietários e possuidores legítimos que estejam no imóvel.
> Art. 843 do CPC: “É lícito ao coproprietário remir a parte do bem comum que foi objeto de execução, depositando o preço correspondente.”
Mesmo assim, a juíza do caso decidiu entregar o imóvel ao arrematante que não pagou nem metade do valor no ato. Isso é uma inversão completa do espírito da lei. Uma injustiça jurídica, social e humana. A lei brasileira garante o direito de preferência àqueles que vivem, constroem e mantêm a vida em um território, especialmente quando eles oferecem o valor integral exigido, o que torna a escolha por um arrematante externo algo arbitrário e socialmente insustentável.
Estamos diante de uma decisão que beneficia o capital especulativo e penaliza uma comunidade viva, que durante duas décadas transformou a terra abandonada em um exemplo de sustentabilidade, convivência e resistência social.
❗ NÃO ACEITAREMOS ESSA INJUSTIÇA.
✊ O SIERRA MAESTRA F**A!
Lançamos essa campanha pública para que todas as pessoas comprometidas com a justiça, os direitos sociais, a agroecologia, os territórios coletivos e a democracia se mobilizem em defesa da permanência da comunidade Sierra Maestra em seu território.
Pedimos à Justiça que revise essa decisão. O arrematante, que sequer conhece o território, não pode ter mais direito que aqueles que vivem, cuidam, trabalham e sustentam a terra com seu suor e com seu sonho.
Pedimos à sociedade civil, aos movimentos sociais, à imprensa livre e independente e a todos que lutam por um Brasil mais justo que compartilhem esta causa, ajudem a amplif**ar nossas vozes, e nos ajudem a barrar essa injustiça.
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> “A terra não é mercadoria. A terra é memória, é história, é vida.”
Sierra Maestra resiste. Sierra Maestra f**a.