Muitas vezes, um aniversário conjunto com o da minha irmã mais nova, exatamente um mês depois do meu. Começávamos pelo bolo e, a partir daí, todo o resto. Na mesa, ele sempre foi a atração principal, seguido das dezenas de docinhos: brigadeiro, beijinho, cajuzinho, língua de sogra. A produção era uma festa à parte, comer um pouco da guloseima direto da colher era uma delícia. Salgados, alguns tant
os: canudinho de palmito, bolo baiano, empadinha fresquinha e desenformada um pouco antes da festa começar. As lembrancinhas sempre embrulhadas em trouxinhas, na maioria das vezes de pano, contendo língua de sogra, apitos e balões. E por falar neles, encher balão era com a boca, que ficava com aquele gosto de borracha e os dedos avermelhados de fazer os nós. No dia da festa, só felicidade. Brincar com os amigos de pega-pega, esconde-esconde, fora a música e a dança. Os pais ficavam bem longe. Tínhamos a liberdade de escolher o que fazer e ninguém ficava parado. O tempo era só nosso. Piscina de bolinhas? Isso nem passava por nossa cabeça. Aniversário era um momento muito bom de reunir toda a turminha, brincar e ainda comer bolo no final. Que memória mais viva e feliz dos tempos em que a comemoração não resultava em bolso vazio. Festa de Mãe quer ajudar a recuperar essas lembranças, do tempo em que felicidade era simples assim. “Um lugar onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais.”
Bem-vindos e fiquem à vontade.