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A TSB&B Pesquisas e Consultoria é um bureau de pesquisa que propõe um relacionamento amplo, próximo e personalizado com seus clientes, buscando entender suas necessidades, seus produtos e suas marcas.

A indústria voltada para pets está em polvorosa: nunca se consumiu tantos produtos diferenciados voltados para esse segm...
04/03/2021

A indústria voltada para pets está em polvorosa: nunca se consumiu tantos produtos diferenciados voltados para esse segmento. Verdade que, em comparação a outros países, ainda dispomos de poucas opções de produtos, mas estamos chegando lá.

Esse parece ser um fenômeno mundial, mas vamos nos ater a nós por aqui: o que está acontecendo? As explicações habituais dão conta desse fenômeno? Como isso atinge as diferentes camadas da população?

Os sintomas são claros: maior numero de adoções, uma enxurrada de vídeos fofinhos, engraçadinhos, hilários ou desesperados e tristes de animais “domésticos”, especialmente os eleitos: cães e gatos.

O que justif**a tudo isso? Animais sempre foram companheiros e valorizados, mas agora parecem estar ocupando o “centro do palco” dos afetos e preocupações de muitos. É verdade, os animais não nos questionam e não nos cobram, nos oferecem afeto e suporte emocional, mesmo que eles não saibam muito bem disso.

Estamos carentes, divididos, com muito medo do futuro e sem muitas perspectivas: os filhos nos apavoram porque estamos vendo que não estamos dando conta de fazer por eles o que gostaríamos ou que achamos que havíamos planejado, os animais “se contentam” com pouco, adoram passear (e nos levam junto), brincar de bolinha ou varinha, comer ração e uns “agradinhos” aqui e ali, e dormir juntinho, nos dando a sensação de aconchego e nos recompensando por trata-los bem. Os animais adotados, então, nos permitem ainda uma sensação de um certo “heroísmo”, somos responsáveis pela transformação – para muito melhor – da vidinha desse bichinho, nos sentimos fazendo “o bem” e resgatando alguém (sim, alguém mesmo). A mudança de terminologia de “dono” para “tutor” reflete bem esse espírito. E isso permeia as diversas classes sociais.

Comprar um pet se tornou “pecaminoso” para muitos: diante da possibilidade de resgatar um animal, a compra é entendida como egoísta e “fora de moda”, sendo censurada e vilipendiada nas redes sociais e no dia a dia das pessoas.

Na verdade, um pet cumpre hoje um papel fundamental na vida de muitas pessoas, um papel que lhes foi atribuído pela vida moderna e pelo momento em que estamos vivendo: ele é o esteio e a recompensa que todo o restante nos nega. Eles não questionam, são previsíveis e dão trabalho suficiente para que sintamos que estamos cuidando de alguém e sendo necessários. E nesse caos em que nos encontramos, eles são um porto seguro.

É claro que existem aqueles que, passado o momento, acabam desistindo do seu animal de estimação, já que ele “cumpriu sua função” e agora se tornou um asset que dá mais trabalho e despesa do que traz benefícios. Mas uma boa parte cria vínculos estreitos e quase indissolúveis com seu animalzinho. E a indústria pet está aí e é chamada para contribuir.

A indústria pet deve estar atenta a estas mudanças fundamentais: valorizar mais os SRD sem deixar os “de raça” de lado, mostrar uma atuação “social” e contribuir para o bem-estar animal. E valorizar cada vez mais o laço de viés humano que se estabelece entre o pet e seu “tutor”. Não basta mais vender produtos pet: é preciso ter uma “ação social” de resgate, mostrar que “se importa” e valorizar o lado emocional do relacionamento com o animal. Não basta apenas cuidar da saúde do pet, mas é preciso também cuidar de seu prazer (e valorizar o contentamento do tutor ao ver que o pet “está feliz”). Estudos e pesquisas ajudam a mostrar que é assim que as marcas vão crescer, como aliadas na “criação e cuidado” desses seres que passamos a ter a nosso lado e que não queremos mais ver como “simples” animais.

OBS: sou tutora de 3 pets e na família temos 10. Amamos todos e fazemos parte dos "loucos por pets"

DO HOME OFFICE E O RESHAPE URBANOPassada a primeira onda de reações ao home office “forçado” pela pandemia, parece que v...
06/01/2021

DO HOME OFFICE E O RESHAPE URBANO

Passada a primeira onda de reações ao home office “forçado” pela pandemia, parece que vale a pena fazer um levantamento de onde estamos e para onde vamos com relação a esta forma de trabalho.
F**a patente que o home office veio para f**ar, com adaptações, é certo, mas se antes havia apenas uma tendência hoje há um fato cuja eficácia, em muitos casos, é “comprovada” pela experiência.
Muito já se falou e se continua falando sobre os prós e contras de trabalhar em casa. Da mudança de hábitos, da perda de socialização junto aos colegas, da sobrecarga dos pais que acabam respondendo por muitas coisas ao mesmo tempo, e por aí vai. Percebeu-se que a ideia de home office precisa de adaptações, que o ideal seria mesclar dias no escritório com dias em casa, etc. Seja como for, uma coisa é certa: o tamanho dos escritórios tende a diminuir, muitas empresas estão entregando andares inteiros e se reorganizando para uma presença menos intensa dos funcionários -- uma pesquisa recente de uma grande agência imobiliária indica que pelo menos 41% das empresas estão pensando em reduzir seu espaço físico.

Essa relocação da atividade de trabalho acaba resultando em uma reorganização física de certos espaços urbanos: para dar um exemplo, em São Paulo corredores como os da Berrini, o centro comercial de Alphaville, o conjunto de prédios de escritórios da Nova Faria Lima, enfim... os conglomerados de escritórios que abrigam especialmente serviços ou a parte de marketing e consultoria de grandes empresas, estão definhando. Na verdade, estes espaços foram sendo definidos em função dos escritórios e de seus frequentadores: surgiram muitos restaurantes que servem almoço aos funcionários que trabalham no entorno, a vida nesses conglomerados foi estruturada a partir desse movimento dos trabalhadores.

No entanto, este movimento caiu drasticamente, andares inteiros de prédios estão vazios, negócios de suporte estão falindo e fechando porque não têm mais clientes. No centro comercial de Alphaville, por exemplo, a redução drástica no número de frequentadores inviabilizou cafés, lanchonetes e restaurantes que se estruturaram a partir da lógica do horário de almoço e da saída dos funcionários dos prédios vizinhos.

O que vai acontecer como estas áreas? Como os imensos prédios de escritório, antes com andares tão disputados, vão se reestruturar agora que as empresas estão reduzindo seus espaços? Quantos colab e espaços colaborativos a cidade é capaz de suportar? A verdade é que no mundo todo a pandemia trouxe uma intensif**ação do movimento de ressignif**ação do espaço urbano e o espaço tradicional de trabalho está incluído nisso. Qual o impacto dessa mudança nas cidades como São Paulo que concentram enorme quantidade de serviços? O que vai acontecer com estes espaços “abandonados”? Quais os caminhos da cidade? Vale a pena discutir e conversar a respeito, tentando entender o que vem pela frente. O que vocês acham?

MEMÓRIA, LEMBRANÇA E PERCEPÇÃORecentemente, assisti a série da Netflix O Mistério da Mansão Bly, baseada em histórias de...
22/10/2020

MEMÓRIA, LEMBRANÇA E PERCEPÇÃO

Recentemente, assisti a série da Netflix O Mistério da Mansão Bly, baseada em histórias de Henry James tendo como centro da narrativa a novela The Turn of the Screw. O lançamento dessa série me trouxe de volta a emoção de ver pela primeira vez o filme Os Inocentes com minha mãe. Ela havia visto o filme em 1961 e vivia falando dele, até que um dia ele foi reprisado no cinema (nada de vídeo naquela época) e ela me levou para assistir. Confesso que fiquei muito impressionada e adorei o filme.

Desde então, li a história e revi esse filme inúmeras vezes, sempre me deliciando com ele. Duas cenas icônicas (pelo menos para mim) f**aram gravadas em minha memória: a cena da menina dançando à beira do lago ao som da caixinha de música e a cena final do filme.

Enfim... depois de assistir, juntamente com minha irmã, à Mansão Bly, resolvemos rever o filme de 1961 com Deborah Kerr. Achamos o filme no You Tube, numa ótima cópia e legendado, e nos pusemos a assisti-lo. Tudo ia muito bem até o final. Quando o filme acabou eu fiquei absolutamente chocada: haviam cortado uma parte do final, justamente a parte que eu lembrava tão bem! Na minha cabeça, com absoluta certeza, a cena que aparecia claramente e sem nenhuma dúvida era a governanta e o menino do lado de fora da casa, já meio distantes, observando o rosto imenso e fantasmagórico de Quint tomando todas as janelas dos dois andares da mansão e precipitando o desfecho final (sem spoilers, quem não viu vale a pena ver). E essa cena simplesmente não havia na cópia que assistimos.

Pensei se eu poderia estar confundindo com outra versão da mesma história (há diversas), mas nenhuma outra é em PB e com a mesma atriz. Explorei IMDB, outros filmes clássicos fantasmagóricos, etc. e nada!! Busquei saber se tinha havido uma remontagem qualquer do filme original, mas não achei nada também.

No dia seguinte, eu continuava muito infeliz por não achar aquela que, para mim, foi a cena mais marcante do filme todo, a que permaneceu na minha cabeça e que eu sou capaz de descrever em detalhes. Inconformada, mesmo no escritório, resolvi buscar de novo pelo filme no You Tube e ver se havia outra copia mas só achei essa mesmo. Aí voltei para o final do filme (lá pela 1:35 hs) e descobri duas coisas: 1. A cena estava lá, no final, mas passou despercebida totalmente para mim quando vi o filme na noite anterior; 2. A cena tem muito pouco a ver, é mais curta, menos grandiosa e mais sugerida do que eu me “lembro” (ainda lembro, não tem jeito de apagar).

Duas coisas me chamaram a atenção nessa história:
-- o fato de não ter percebido a cena “real”, que eu estava aguardando tanto, enquanto revia o filme. Na verdade, a minha expectativa de ver o que eu sabia que ia aparecer simplesmente parece ter obliterado a cena real do filme já que eu esperava uma coisa muito maior e eu, sinceramente, acabei não registrando que se passava diante dos meus olhos.
-- a absoluta convicção que eu ainda tenho de ter visto uma cena muito mais grandiosa e aterrorizante do que a que o filme propõe, ou seja, a re-criação que eu fiz do final, consolidando em minha memória e a impressão que essa cena me causou e dando a ela o “meu” peso pessoal sem perceber ou me dar conta disso.

E, mais uma vez, agora a partir de um exemplo concreto, comecei a questionar como nós, que trabalhamos com pesquisa, muitas vezes trabalhamos com memórias e impressões, como confiar nas lembranças, memórias, certezas dos outros se não é possível confiar nas nossas? Como lidar e interpretar esta zona de lusco-fusco do que não foi exatamente assim mas, por outro lado, foi exatamente assim que sentimos e percebemos? O que valorizar e como entender esta zona que tem ao mesmo tempo tanta informação a oferecer e nem sempre é fácil de perceber? Quais os recursos, as técnicas de abordagem e de análise precisamos usar para otimizar nossos resultados? Qual a história que as percepções nos contam? Como saber “pesar” fatos, percepções e memórias?

Hoje mais do que nunca, pesquisas-relâmpago de satisfação e de experiências estão ao alcance das mãos. São pesquisas importantes e que fornecem dados e caminhos importantes para os clientes. Mas a pesquisa como entendimento mais profundo das emoções e percepções se torna cada vez mais rara fora do meio acadêmico e, eventualmente, jornalístico. E elas podem ter um valor inestimável para os clientes de visão, que precisam ou desejam ter uma noção mais completa de seus consumidores. Não é pra se pensar?

Tenho um pé atrás com relação ao termo “novo normal”, acho enganoso e estático, como se o “antigo” normal tivesse de rep...
29/09/2020

Tenho um pé atrás com relação ao termo “novo normal”, acho enganoso e estático, como se o “antigo” normal tivesse de repente mudado para outro normal sem nenhum aviso. Mas a verdade é que o processo de mudanças se acelerou muito com o advento da pandemia: a pandemia quase que nos obrigou a experimentar coisas que antes até queríamos tentar (como o home office) mas achávamos que não ia dar muito certo. E essa experimentação nos “mostrou” que muitas coisas funcionam bem. Embora exijam – é claro – adaptações e um certo esforço de mudança. E as pessoas aprenderam a agir e a tomar decisões com base em sua experiência recente...

• um amigo advogado, que possuía um escritório de 180 m², que temia que seus clientes se sentissem mal em conversar assuntos advocatícios à distância, aprendeu (junto com seus clientes) que não é preciso uma reunião presencial para estar do lado do cliente. Ficou com uma sala de reunião e uma recepção, fechou seu apartamento em São Paulo e foi morar com a família no interior onde já tinham raízes. Vem para SP uma vez por semana e está trabalhando como nunca. E feliz da vida.

• uma amiga, professora aposentada que passou a atuar com geleias e quitutes “de encomenda” há mais de 5 anos, fechou tudo e mudou para a praia.

• uma outra amiga acabou de avisar que vendeu a casa que ela tinha reformado recentemente e mudou para o interior onde acha que a qualidade de vida será melhor. O filho aproveitou para sair de casa e ir morar com a namorada.

Confesso que fiquei triste com esta debandada, me senti roubada, mas depois me dei conta que estava sem ver estas pessoas desde Março e nem por isso perdi o contato, pelo contrário, em muitos casos o contato se intensificou.

Para muitos a vida ficou mais simples embora tão ou mais trabalhosa. Meu sobrinho deixou de ir todos os dias para Alphaville, perdendo quase duas horas diárias no trânsito, e descobriu que continua a trabalhar tanto ou mais do que antes. A empresa em que ele trabalha agora disponibilizou aos funcionários verbas para otimizar o espaço de trabalho em casa e espera ve-los na “sede” provavelmente 1 ou 2 vezes por semana no máximo no próximo ano.

Como essas mudanças de dinâmicas estão afetando negócios, consumo, empresas? Como agir quando as coisas deixaram de ser o que se esperava e conhecia e passaram a ser novas e diferentes? Cada empresa, cada segmento deve estar se perguntando como as coisas vão se assentar de novo, de que maneira a vida vai prosseguir, o que vai mudar na vida doméstica, na estrutura das casas, nas formas de relacionamento ou lazer? Como os entornos (das empresas, das casas...) vão se modif**ar para atender a essas novas exigências? Como sinalizar para estes clientes que a empresa/ marca continua a seu lado acompanhando as mudanças?

E a cabeça das pessoas, como está? Do que estão se ressentindo, o que acham que perderam? O que estão valorizando?

Hoje, mais do que nunca a pesquisa aprofundada de comportamento e de estilo de vida, de entendimento dos ganhos e perdas não apenas concretos mas também emocionais, precisa ser levada a sério. Alguns estilos e objetos de pesquisa vem sendo paulatinamente substituídos por perguntas diretas feitas ao consumidor. Mas existem tipos de abordagem que são necessárias e relevantes e que se beneficiam de serem feitas e, principalmente, analisadas de maneira profissional. E, como em todos os segmentos, quem tiver a capacidade de fazer este tipo de pesquisa terá condições de orientar melhor seus clientes, fornecendo os insights necessários para que consigam acompanhar os movimentos do consumidor.

Dou uma olhada nos grupos do Facebook que faço parte e me deparo com uma série de perguntas e questões que, anteriorment...
31/08/2020

Dou uma olhada nos grupos do Facebook que faço parte e me deparo com uma série de perguntas e questões que, anteriormente, raramente se viam nesses grupos: perguntas sobre aspiradores de pó, vassouras incrementadas, máquinas de lavar e secar roupas, robôs que limpam a casa e ajudam a eliminar pelos de pets, enfim... facilitadores da limpeza e da vida cotidiana de uma casa. Esse súbito interesse reflete um momento em que as funcionárias domésticas f**aram em casa em razão da pandemia e os donxs de casa foram obrigados a se virar e “dar um jeito” na casa sem a ajuda usual. Com o home office, as crianças em “home schooling”, todos almoçando e jantando em casa, os cuidados com a casa aumentaram muito e a ajuda tradicionalmente disponível para estas tarefas “sumiu”. E as pessoas se viram obrigadas a buscar não só produtos que são resistentes e trazem bom custo benefício, mas produtos mais sofisticados, com funções mais inovadoras, na tentativa de facilitar o trabalho da casa e de dar conta de tudo ao mesmo tempo.

Na verdade, enquanto antes um aspirador era um objeto de trabalho de um funcionário, agora passou a ser objeto de trabalho dx próprix donx de casa. E se antes a busca era por um instrumento de trabalho eficiente, resistente e durável, agora as exigências cresceram e pela primeira vez estes compradores se deram conta de outros features mais sofisticados que facilitam a vida e tornam a rotina menos trabalhosa. É claro que estamos falando de uma camada bastante específ**a da população e que estamos falando de um país onde as desigualdades permitem este tipo de relação de trabalho onde as funcionárias domésticas são relativamente comuns. Mas não há como negar que esse movimento todo da pandemia redirecionou o olhar dos compradores de produtos de uso doméstico, tornando-os mais exigentes e atentos. E o robô aspirador acabou ganhando status de objeto de desejo... Os exemplos abaixo escancaram essa nova busca...

“Olá, alguém usa aquela vassoura mop ? Tem uma que tem um reservatório para por o produto e outra que é sem o reservatório. Dá impressão que são fracas. Os paninhos compramos a parte com o tempo, né? Estou cansada de pano de chão, com o tempo, por mais que vc lave, eles vão encardindo. Alguém tem uma experiência para compartilhar?”


“ Queridas X, vcs sempre me salvam.
Nunca fui uma dona de casa padrão e agora com a pandemia e a quarentena estou tendo que me virar com a minha “grande” experiência.
Comprei um aspirador de pó vertical, marca Y, muito simples de usar, frágil, mas levinho do jeito que eu queria. Meu marido se entusiasmou e sem querer colocou numa tomada 220V. Lá fui eu tentar comprar de novo, esse mesmo aspirador 110V.
Chegou o aspirador, mas não tivemos sorte neste exemplar. Ele simplesmente desmontou. A parte da haste solta do resto e o filtro f**a solto no reservatório.
Gostaria, por favor que me indicassem um aspirador vertical que faça uma boa sucção, não seja pesado, no máximo 2,5 kg e tenha potência superior à 1000W. Se for silencioso, melhor ainda. Obrigada, antecipadamente.”

“Pessoal preciso de recomendação de marcas de aspirador robô. Quem já está usando, estão satisfeitos? Quais marcas recomendam?
Resp: Fulana, acredito q estar satisfeito está fácil, o problema todo eh conseguir comprar!
Resp: Pelo Mercado livre comprei ( depois de analisar muito) o da X q passa pano também (Robô Aspirador ### faz um mês e meio e ainda não chegou! Já abri até um reclamação
Resp: O meu é YY, mas o YT é equivalente, melhor coisa na vida, eu não vivo mais sem!”

Como os fabricantes desses eletrodomésticos, especialmente os portáteis, estão se adequando a esse novo olhar dxs consumidorxs? Sem dúvida, este é o momento de prestar atenção, valorizar ergonomia e praticidade e “falar” com um público mais amplo que antes não via muita graça em se preocupar ou analisar este tipo de produto. É uma mudança interessante e um momento de grandes oportunidades para o segmento: como cativar estas pessoas, dispostas a gastar mais em um aparelho que antes era basicamente de uso “delegado” e que agora pode se tornar um “aliado” dessxs compradorxs? Como manter estas pessoas interessadas no pós–pandemia?

A pesquisa está aí para isso, para entender e apontar caminhos e quem conseguir entender primeiro, sai na frente. E aproveita o momento para se reposicionar

OBS: Este texto foi escrito há cerca de dois meses, ou seja, antes da crise do coronavírus chegar ao Brasil. Me parece, ...
16/04/2020

OBS: Este texto foi escrito há cerca de dois meses, ou seja, antes da crise do coronavírus chegar ao Brasil. Me parece, no entanto, que o que o mundo todo está passando no momento não invalida o questionamento que o texto trás. Então, aí vai ...

Fizemos um estudo sobre consumo consciente: o que as pessoas entendem por isso? E como praticam, se é que o fazem, o consumo consciente?
Na verdade, o que se observou é que, embora esteja na boca de todos e seja considerada uma tendência, a ideia de consumo consciente ainda se encontra envolta em brumas para a maioria das pessoas. Alguns elementos se destacam quando se fala a respeito do tema: a valorização da sustentabilidade e a ideia de que consumo consciente = consumir menos, melhor e conseguir se ater, dentro dos parâmetros de cada um, ao “consumo necessário.” Esses elementos se definem e se conjugam de acordo com uma série de critérios individuais e de grupo que foram bastante explorados pela pesquisa.

Mas existe uma outra dimensão de consumo que as pessoas não mencionam quando se referem e discorrem sobre consumo consciente: o consumo de ideias, informações, conceitos, notícias... No entanto, no meio da discussão, os próprios participantes da pesquisa acabam reconhecendo este outro “lado” do consumo ao qual não estão estendendo a noção de consumo consciente.

Na sociedade moderna, a intensidade do consumo de ideias, informações, notícias, novidades é imensa e tende a moldar todo o restante. No entanto, aqueles que abordam o tema o fazem pelo viés do “certo” ou “errado”, da censura ou não censura, enfim, com parâmetros de limitação desse consumo que tiraria de circulação o que é “errado”, polêmico, contrário ao que alguns acreditam. Mas seria isso mesmo o consumo consciente de ideias e informações? Ou, pelo contrário, o consumo consciente seria a escolha individual do que consumir ou não em um universo de diversidade e amplidão de percepções? Tópico da próxima pesquisa: o que seria o consumo consciente de informações e ideias? Quais seus pressupostos básicos? Como as diversas mídias e posts/publicações/ imprensa deverão lidar com isso? Como se reestruturará o consumo desses itens nessa sociedade que se propõe mais consciente daquilo que consome? E, principalmente, qual o papel da pesquisa e de sua divulgação quanto se busca o consumo consciente de informações?

OBS2: nesse momento de crise, onde o consumo de informação é massivo assim como a sua disseminação, parece-nos que agora, mais do que nunca, o consumo consciente de ideias precisa ser debatido e considerado. E, dentro do possível, praticado por cada um de nós.

Janelas e análisesParasitas é um belo filme e mereceu os prêmios que ganhou. Mas um outro filme, também muito bom, ganho...
12/02/2020

Janelas e análises
Parasitas é um belo filme e mereceu os prêmios que ganhou. Mas um outro filme, também muito bom, ganhou o Oscar e quase ninguém viu: estou me referindo ao curta metragem The Neighbor’s Window, um filme de 21 minutos que recebeu o Oscar de sua categoria.

Vi o filme umas semanas antes do Oscar e nem sabia que ele estava concorrendo ao prêmio, mas gostei muito. O plot é simples e traz um conceito que não tem nada de inovador, mas é uma boa história, bem contada. E que faz pensar.

Faz pensar em quanto nossa análise e nossa percepção tem que extrapolar o que se vê/ percebe na superfície. Faz pensar que analisar dados, observações e informações demanda aprofundamento, sem o qual se corre o risco f**ar no óbvio e de ter um entendimento parcial e limitado da situação que se está analisando.

Faz pensar também como é difícil fazer uma análise imparcial das informações, de como nossas próprias impressões e vivências criam um viés de percepção que devem ser entendidos e aceitos por nós, analistas, para que possamos abraçá-los e então superar esse viés.

Enfim, faz pensar em como é difícil analisar dados e como é necessário ter sempre uma visão mais ampla e abrangente do que a “mera” leitura superficial dos dados propõe. Hoje em dia, mais do que apenas “juntar” dados e informações, é preciso buscar entendê-los de forma abrangente, ir além dos dados sem traí-los, mas usando-os como uma porta de entrada e não de saída. Cada vez mais, a missão do pesquisador profissional é usar sua experiência e sua busca de imparcialidade na leitura dos dados para fornecer insights, buscar tendências e abordar os pontos de vista opostos (cada uma das janelas) para buscar um todo coeso.

E está tudo lá, contado em 21 minutos de forma clara e pontual como uma boa apresentação de dados e ideias deve ser.

E agora, José/Alfredo/ Mariana/ Elisa/ Roberto/ Mirtes, etc., etc., etc.??Fizemos um estudo recente com pequenos empreen...
23/01/2020

E agora, José/Alfredo/ Mariana/ Elisa/ Roberto/ Mirtes,
etc., etc., etc.??

Fizemos um estudo recente com pequenos empreendedores que, na verdade, perderam seus empregos de muuuuitos anos, não conseguiram recolocação e decidiram (na verdade, precisaram) se dedicar a uma atividade criativa.

Na superfície, o discurso é altamente positivo e encorajador: as pessoas declaram que deixaram para trás suas amarras e que tomaram a decisão de seguir seu coração/ sua paixão. E muitos estão felizes e realizados com isso, sentindo-se a ponta do iceberg de um novo tipo de estrutura social que estaria se delineando: mais solidária, ancorada em pequenos nichos onde se encontra tantas coisas criativas e diferentes, coisas que vão ter um impacto positivo na questão do meio ambiente e que vão gerar uma nova visão mais para frente, ou seja, tudo isso faria parte de um movimento novo que delineia um mundo novo.

Tentando acompanhar este movimento, muitas atividades também estão se reinventando, novas instituições financeiras totalmente on line surgindo, “maquininhas de cartão” acessíveis a pessoas físicas que produzem em escala quase doméstica, e por aí vai.

No entanto, algumas dessas pessoas – especialmente os mais velhos que têm experiência, e que vêm de um cargo bom, duramente conquistado -- também mostram um outro lado (quase inconfessável) desse processo relatando a mágoa de terem sido “dispensados”, de repente se vendo sem nada, parados, sem atividade e sem perspectivas. E aí surge a tal “reinvenção”, gente buscando uma alternativa que seja viável e que gere alguma renda, algo que saibam e possam fazer e que dê retorno.

A reinvenção, em muitos casos instigada pela necessidade, gera um discurso muitas vezes descolado da realidade: as pessoas afirmam que resolveram buscar sua paixão, que resolveram “se encontrar” e que agora sim estão felizes. O empreendedorismo, tão difícil como é, f**a encapado nesse discurso como se tivesse sido uma escolha planejada. Mas, conversando com as pessoas, f**a claro que, para muitos, esse passo foi mais um empurrão do que um passo e que muitas dessas pessoas ainda se sentem “assustadas e desorientadas” de terem sido obrigadas a abrir mão de uma “boa carreira” e se virar para manter as despesas pagas.

Isso, é claro, gerou também um novo tipo de consumo, mais cauteloso, assustadiço, com menos garantias, e que, de súbito, acaba explodindo em um momento aflito de “eu mereço”, um momento que acaba sendo muito censurado pelo próprio consumidor depois.

Os bazares em São Paulo explodiram: centenas de pessoas expõem e vendem seus produtos todos os finais de semana em praças, igrejas, casas, salões. Há espaço para todos? Quem compra de quem? Como se sentem aqueles impelidos a participar desse universo do outro lado (como expositor/ vendedor)? Quanto de apoio e conhecimento estas pessoas têm?

No estudo falamos com pessoas que passaram da comida à saboaria artesanal à revenda de roupas à costura criativa, sempre tentando “se achar” e ter sucesso. Muitos têm, outros nitidamente não nasceram para isso. Todos estão em busca, todos querem muito “se encontrar” de novo, todos precisam não só de renda mas de valorização.

O que fazer com esse segmento, que não é novo mas vem se tornando tão representativo? Como lidar com estas pessoas, especialmente com aquelas cuja auto estima ainda se encontra abalada? Como marcas e empresas maiores/ mais tradicionais vão alcançar estes consumidores que cada vez mais buscam seus pares para consumir?

Como nossa sociedade vai reagir a essa profunda mudança? Como bancos e associações financeiras vão lidar com o quesito renda? As instituições financeiras e de crédito estão preparadas para estes novos grupos de profissionais? O que será que vem aí pela frente para estas pessoas?
Como recuperar sua confiança e auto estima?

20 anos atrás, exatamente no dia 10/01/2000, nascia a TSB&B Pesquisas. Viemos para cá, para o nosso escritório em Moema,...
10/01/2020

20 anos atrás, exatamente no dia 10/01/2000, nascia a TSB&B Pesquisas. Viemos para cá, para o nosso escritório em Moema, e trabalhamos muito fazendo o que a gente mais gosta: levantar informações, buscar insights e aprender coisas novas e reveladoras com pessoas dos mais diversos tipos, gostos e credos. Passamos, como todos os demais, por tempos difíceis, problemas, e também por tempos muito bons.

A Pesquisa mudou muito e continuamos aprendendo, mudando e nos aperfeiçoando o tempo todo.

Queremos agradecer a todos os nossos amigos e clientes (ou amigos-clientes porque é assim que acaba acontecendo) por nos ajudarem a chegar até aqui. E pedir que continuem nos ajudando a aprender sempre, criar sempre, inovar sempre e nos divertir sempre com o que a gente mais gosta de fazer.

Que venham os próximos 20 anos!!!20

E às vezes é preciso repetir o óbvio........Com o longo alcance das redes sociais, que permitem que um signif**ativo per...
05/11/2019

E às vezes é preciso repetir o óbvio........

Com o longo alcance das redes sociais, que permitem que um signif**ativo percentual de consumidores se manifestem quando desejarem, surge a questão de para que fazer uma pesquisa com regras e amostra controlada em vez de simplesmente ouvir o consumidor através de suas manifestações polifônicas.

Realmente muita coisa mudou e o acesso de grande parte da população ás redes sociais permite que todos deem sua opinião ou façam uma avaliação sempre que se sintam motivados para tanto.

No entanto, cada vez mais temos visto empresas e personalidades se desdizerem, pedirem desculpas depois de um comunicado/postagem, pronunciamento ou propaganda.

Temos visto também muitos empreendimentos e produtos desmoronarem, empreendimentos que pareciam baseados em uma ideia sólida mas que, por algum motivo, acabaram por não conseguir se manter.

A pesquisa não é preditiva nem garantia de sucesso. Mas, quando feita de maneira adequada, incluindo os diversos tipos de pessoas pertinentes ao tema, ela pode nos ajudar a evitar erros, dificuldades e problemas, otimizando ações e decisões tomadas. Ela pode também nos ajudar a pensar fora da caixa já que provê insights que ás vezes as pessoas mais envolvidas com o assunto não conseguem perceber.

O papel da pesquisa mudou e cabe aos pequiseiros profissionais reconhecer isso. Mas mesmo usado novos dados e informações, estando atento às mídias sociais e tendências globais, a pesquisa profissional ainda é uma importante ferramenta para orientação das ações de marketing e do desenvolvimento e aperfeiçoamento de produtos e Conceitos.

É preciso lembrar que nem sempre (na verdade, quase nunca) pesquisar é só perguntar: análise bem feita conjugada competência na tomada de decisões são elementos fundamentais para se obter sucesso na empreitada proposta.

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