18/09/2026
❄️ E se nevasse no Brasil? ❄️
Eu cresci em Copacabana, no calor do Rio. Talvez por isso a neve sempre tenha sido, para mim, um sonho de infância. Hoje, esse sonho acontece diante dos meus olhos — e dos olhos de quem assiste ao meu show.
Um simples guardanapo de papel dentro de um copo com água gelada. Um leque. E, de repente… uma tempestade de neve toma conta da festa. ❄️
“Nevando no Brasil” é também o nome da música que acompanha este vídeo. A poesia foi escrita por mim há mais de 20 anos e, recentemente, ganhou sua versão musical com o auxílio da IA.
A mágica da neve é um número clássico dos grandes espetáculos de ilusionismo do mundo — inclusive apresentado por David Copperfield. E há números que simplesmente não podem sair do meu repertório. Porque não são apenas truques: são experiências capazes de atravessar gerações.
Neste vídeo, registrado pela própria mãe do aniversariante, a doutora Clara, vemos crianças se levantando, colocando as mãos para o alto e tentando tocar a neve.
Eu já apresentei esse número centenas de vezes. Mas continuo sendo surpreendido.
Recentemente, um produtor artístico do meu espetáculo chorou ao ver a neve. E isso me emocionou profundamente. Um profissional acostumado a assistir a tantas formas de arte ainda ser tocado por aquele momento me fez lembrar de algo essencial:
a arte é uma troca.
O espetáculo não existe apenas porque o artista está no palco. Ele acontece quando existe imaginação, atenção, entrega e verdade dos dois lados. Uma espécie de egrégora positiva, em que todos ganham.
Foi assim no aniversário de 1 ano do Levi. E, no último fim de semana, voltei para celebrar seus 5 anos. Pelos comentários que ouvi, talvez eu esteja de volta aos 6. Será um prazer.
É por isso que meu compromisso nunca foi simplesmente preencher o tempo de uma festa. Eu acredito em criar momentos que tenham beleza, surpresa, emoção e memória.
Mágica clássica, décadas de dedicação e tecnologia de vanguarda podem coexistir quando existe verdade artística.
Porque, para mim, entretenimento inesquecível não é apenas fazer alguém olhar.
É fazer alguém sentir.