28/11/2025
Em 1943, o artista uruguaio Joaquín Torres García desenhou uma das obras mais relevantes para a reflexão sobre a importância da América Latina. Ao colocar o Sul no topo, com sua América invertida, sua proposta não era mudar nosso lugar no mapa, mas reposicionar o nosso olhar sobre nós mesmos. Contar nossa história a partir de uma perspectiva em que a visão eurocêntrica não nos defina ou limite… É O NOSSO NORTE. E o nosso norte é o Sul!
Neste festival, escolhemos esse símbolo porque acreditamos que a América Latina não precisa mais se orientar pelo olhar que vem de fora, nem se entender como periferia daquilo que se impôs como centro. Somos o centro de nós mesmos e a referência que buscamos. Somos Latinos, e é tempo de descolonizar o olhar.
Nossas culturas não precisam pedir licença, nossas vozes não precisam se moldar ao que esperam de nós. Nossa arte carrega a coragem, a invenção e a memória de um continente que sempre reinventou seus caminhos, apesar de todo apagamento histórico.
Ao adotar a América Invertida como símbolo, reafirmamos o compromisso de construir um festival que valoriza nossos artistas, nossas raízes, nossas diásporas, nossos corpos e nossas histórias. Aqui, o Sul é horizonte, é identidade… É o presente desenhando sua América Invertida, e definido o futuro.
Somos Latinos. E nosso norte é o Sul!