18/06/2020
Tem coisas que f**am. Na memória, no álbum em cima da mesa, nas rodas de conversa de domingo, em família.
Sabe aquela história que a nossa avó sempre repete? Aquela frase que a sua mãe sempre fala ao desligar o telefone? Aquela reza de família que, quando você menos espera, está falando também?
As memórias nos movem. Pra frente, para honrá-las. Pra trás, para sentirmos o gostinho delas novamente. E é para gerarmos memórias assim que vivemos. Já parou pra pensar?
A Vó Leni, de 92 anos (estrela da foto desse texto) sempre conta da Dança de Casamento do neto Vinícius, primo do meu namorado. Já passaram uns 9 anos desde o casamento, e ela sempre quer me contar essa história. De como eles estavam lindos, de como dançaram bem, de como eles ensaiaram e prepararam essa surpresa para a família.
Já a Vó Ana, minha avó paterna, não consegue lembrar da dança do casamento da minha prima. Aliás, ninguém consegue. Minha prima não conseguiu emocionar verdadeiramente ninguém, com a abertura de pista dela. Por que será?
A grandeza de certos momentos não está nos momentos em si, e sim naqueles detalhes que são grandiosos, mas que a gente só percebe depois de vivenciar. No olhar. No abraço. Na letra daquela carta de amor que ganhamos. Na música especial que escolhemos. Na dança que ensaiamos.
Na memória que vivemos, e com o coração guardamos. A magia está aí. E eu espero que alguém fale do seu casamento para sempre, ou por muitos, muitos anos.