19/04/2021
Eu aposto que a maioria de vocês já viu essa mulher passar por aí, catando papelão, garrafas pets e latinhas, na chuva ou no sol, no frio e também no calor. Por trás dessa simples catadora há uma linda história de garra e superação.
O nome dela é Rosangela, conhecida como Zana, tem 50 anos e mora na região desde que nasceu. De uma família de 8 irmãos, a mesma trabalha desde os 9 anos de idade.
Estudou, terminou o ensino médio, fez uma prova pro estado, foi aprovada num contrato que duraria 2 anos. Foi dar aulas num brizolão no bairro Cabuçu, em Nova Iguaçu. Mas encerrou antes do tempo porque convocaram os concursados. Ela também fez esta prova, mas não alcançou a nota suficiente em redação.
Ja trabalhou como jovem aprendiz, em casas de famílias, como balconista e como costureira, em três firmas.
Casou, teve 3 filhos e resolveu dedicar sua vida a sua família. O dia mal iniciou quando seu marido chegou em casa dizendo que a empresa em que trabalhava, a antiga Inêga, tinha decretado falência. Depois de 18 anos de carteira assinada, entrou de uma depressão.
Voltava ela na busca de emprego, pediu pra fazer faxina na casa de conhecidas e as mesmas diziam que não dava naquele momento, mas ofereceram umas garrafas e latinhas pra ela vender e ela viu que aquilo dava algum dinheiro e foi o que começou a sustentar a casa.
Mas em sua rua ela era a única que catava material de ferro velho, em 2003. E passou a ser vista como louca, geralmente vinculam o catador de recicláveis com dependente químico e a loucura. Seu marido sentiu vergonha e não a ajudou.
Sofreu violência verbal e física e se separou, assumindo a casa sozinha. Já são 17 anos sendo chefe de família, ela incomoda porque nunca desistiu, nunca fez nada errado, porque vive incansavelmente do suor do seu rosto.
Ainda sonha em cursar uma faculdade, as opções de curso são biologia, psicologia ou pedagogia. Mas a prioridade é Psicologia.
E seu grande projeto é ver sua casa direitinha, com piso e azuleijo.
Atualmente a defesa civil interditou sua casa, é necessario refazer toda a laje. Ta recebendo um aluguel social e morando num kitnet, enquanto isso.
O mais incrível é que quando sugeri de fazermos uma campanha pra ajudá-la, a mesma respondeu que aceita gordura, óleo de fritura usado, pois ela pode vender ou doando garrafas pets pra ela por o cloro e essa sim seria a maior ajuda.
Mulher fantástica, não é?! Eu teria orgulho de ter uma Zana na minha família.
Sucesso, guerreira!!! ❤
Conseguimos um voluntário pra nos ajudar a intermediar isso, ou seja, caso você tenha óleo de fritura usado ou garrafa pet, fala para o Rodrigo Cesar (96443-5376) que ele avisa pra Zana ir buscar.
Vamos criar um ponto de coleta em breve, num comércio do bairro para ajudar ela.