30/12/2020
Passou tanta coisa na minha cabeça esses dias...
Pelo momento de fim de ano sempre vem uma retrospectiva.
Cada vez que agitei a coqueteleira não é apenas um drink que ficou pronto: gente que se junta, gente que se afasta, tem começo de namoro, coragem de falar o que nunca teve até ali, sentimentos que vem à tona de uma maneira mais intensa, oportunidades que surgem, vida.
Cada vez que agito a coqueteleira lembro das dificuldades que passo para fazer o que amo, das noites que estou na festa e queria tá descansando por um dia inteiro de trabalho para tornar uma noite inteira de trabalho incrível pras pessoas.
O amor em fazer não livra o cansaço.
Cada um que chega até mim e diz o que deseja divide comigo sua intimida. O jeito que deseja e quer beber é algo íntimo.
Muitas vezes nem mesmo um familiar ou um amigo próximo sabe, mas eu sei.
Rostos vão se repetindo nos espaços e quem apenas pedia uma bebida agora para pra uma conversa. Pra saber como eu estou ou me contar algo: “Cara lembra naquele dia...”.
Às vezes eu lembro às vezes não...mas sempre escuto enquanto faço e nisso troco o kiwi pelo morango e o baile segue.
“Não era kiwi, era de morango, mas agora deixa”, abro meu sorriso amarelo, peço desculpas e continuo ouvindo a história que me distraiu.
As pessoas que me apoiam, as pessoas que me ajudam, as pessoas que me atrapalham a todas a minha gratidão. Vocês me ajudam a melhorar, a me desafiar e a seguir em frente, cada um do seu jeito.
Quando sacudo a coqueteleira não é mais um drink que vai ficar pronto, é mais uma vez a renovação do meu compromisso em servir, em atender e a promover o melhor de mim pro outro.
E nesse sacolejo deixo aqui o meu desejo que você tenha um ano que te embriague de felicidade e te deixe de porre de tanta positividade.
E a gente se encontra por aí, na próxima festa...
Ou se esbarra numa rua qualquer...
.melo