19/06/2024
Meu avô paterno, um cozinheiro talentoso e apaixonado, embora não profissional, transmitiu ao meu pai seu amor pela culinária. Ele cozinhava para os patrões na fazenda onde trabalhava, e sua dedicação e habilidade me inspiraram profundamente. Cresci em um ambiente onde a família e a cozinha eram centrais, com meus avós maternos e paternos vivendo no sítio. Meu avô materno, um homem habilidoso em diversas tarefas, e minha avó materna, uma cozinheira e artesã extraordinária, influenciaram minha vida de maneira indelével. Com o falecimento do meu avô, minha avó e minhas tias vieram embora para a cidade e meus avós maternos um tempo antes haviam se mudado para Porto Ferreira
Desde menina, aprendi a arte de cozinhar e cuidar da casa, especialmente porque minha mãe trabalhava fora. Essas lições preciosas moldaram quem sou. Quando me mudei para Campinas, conquistei o coração do meu marido, André, com minha culinária, especialmente com meu feijão, que se tornou um símbolo do nosso amor. Nossa casa em Campinas sempre estava cheia de parentes e amigos, e eu tinha prazer em cozinhar para todos, criando memórias inesquecíveis ao redor da mesa.
Mais tarde, quando André perdeu seu emprego, enfrentamos tempos difíceis. Com quatro filhos para cuidar, as finanças eram apertadas e trabalhar fora não era viável. Então, aceitei a oportunidade de trabalhar com meu pai como recepcionista. No entanto, meu coração sempre me puxava de volta para a cozinha. Lá, entre panelas e receitas, encontrei minha verdadeira vocação.
Apesar das dificuldades, mantive minha paixão pela culinária e pelos cuidados com a casa. Cada prato que preparo é um tributo às lições dos meus avós e à força da nossa família. A cozinha não é apenas um lugar de trabalho para mim; é um santuário de amor, memórias e dedicação. E assim, com cada refeição que preparo, celebro a herança rica e emocionante que me foi transmitida, mantendo viva a chama do amor e da tradição.