14/02/2025
Então, galera, pra quem tem curiosidade em saber como a música começou a fazer parte da minha vida, digo que praticamente vem de berço. 😆
Quando menino, ouvia minha mãe cantarolar pela casa; o meu pai sempre me levava para ver shows do meu Tio Anísio. E ainda tinha primos, da dupla Havaí e Alvorada, que faziam parte de bandas de sertanejo e se apresentavam na Sociedade Amigos de Bairro do Parque João Ramalho, lá em Santo André (SP), onde morei até os 30 anos.
Aos 17, quando fui apresentado ao cavaquinho e comecei a fazer aulas na escola de música do mestre Robson Miguel, entrei com os dois pés nesse universo. Até pouco tempo, tinha a música como um hobby, sem intenção de profissionalizar. Mas lá no íntimo, havia o desejo de trabalhar com ela.. aquele sonho de menino.
Ao mesmo tempo que o sonho tomava corpo, apareciam as opiniões em contrário. Quem nunca ouviu: “música não dá camisa pra ninguém”; “você vai trabalhar na noite e se envolver com drogas”; “músico não tem vida”... Confesso que o receio bateu.
Segui então por outros rumos. Me formei em Administração de Empresas e depois de muito tempo tomei coragem de me arriscar na carreira musical ao ouvir que poderia conciliar as duas coisas: dar aulas, trabalhar com produção. E, mais: “músico não precisa usar droga e não trabalha só à noite não, viu?”
Recado dado, comportamento alterado. Minha primeira atividade como músico profissional foi na Fundação Padre Luiz Facchini, onde dava aulas para crianças e jovens. Também tive uma experiência como apresentador do programa Clube do Samba na extinta Rádio Mais FM, aqui em Joinville. Sou integrante do grupo de choro Mistura Brasileira e tenho um trabalho independente de samba e mpb.
Enfim, hoje me dedico à música nos fins de semana. Nos demais, trabalho como instrutor de jovens aprendizes na Demà Jovem by Renapsi - Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração.