Dono da cia de rodeio Madrugada
Carlos Roberto Garieri, conhecido como Madrugada de Itápolis desde o tempo de menino por cantar e fazer serenatas pelas noites ´madrugada` adentro, viu e ainda vê muitos ídolos crescerem e se formarem. Adriano Moraes foi um dos que receberam grande apoio deste tropeiro que sempre foi muito mais do que amigo. “Madrugada teve um papel fundamental no início de minha carreira, quando me convidou para participar do rodeio dele, era uma das melhores tropas do País. Não posso deixar de mencionar também que trabalhei e morei na fazenda dele durante uns dois anos e aí foi só aprendizado. O primeiro touro de fama que montei foi de seu plantel, o Xaxim”. Fabrício Alves, que também começou sua carreira ao lado de Madrugada, não esconde o carinho e a admiração por quem ele considera seu segundo pai. “O que esse homem fez por mim, é o mesmo que um pai. Ele é muito verdadeiro, não tem falsidade. Admiro sua força de vontade. É um exemplo de pessoa. Durante os cinco anos que fique em sua fazenda, além de me dar muita força e apoio, aprendi bastante com ele. Perdi meu pai há um tempo, e agora eu o chamo de pai, pois é isso que ele é pra mim. Onde eu for, irei falar bem dele como pessoa e como profissional, pois além de tudo, tem uma excelente boiada”. Outros grandes nomes como Sérgio Toledo, Edmo Moraes, Fábio Padilha, Mauro Brosco e muitos outros passaram por sua fazenda, recebendo todo o apoio e incentivo de Madrugada, que ao ser questionado o motivo de ajudar tantos peões, com toda sua simplicidade, comenta: “Não custa nada dar uma mão para quem precisa. Eu faço a minha parte, quem ajudou foi Deus, eles tinham o talento e lutaram por isso. Eu faço, Deus me paga”. Nascido e criado na cidade de Itápolis, interior do Estado de São Paulo, Madrugada conta que começou como ajudante de pista nos rodeios na cidade e fazendo a divulgação dos eventos da região. Em 1982 passou a mexer com touros, com a Cia. De Rodeios Madrugada, já que seus pais não queriam que montasse, pois além de ser perigoso, não havia muita técnica. Naquela época, em que estava se iniciando a montaria em touros, Madrugada conta que o número
de tropeiros era restrito, apenas algumas companhias, tais como Tião Procópio, Silvio Meneghelli, Zezo e Ney Lozano de Itajobi, Valtinho Pereira, o Sr. Ataliba e o próprio Madrugada, que surgia com seus touros, que tão logo começaram a ser introduzidos
nos primeiros rodeios, tornaram-se amplamente conhecidos pela agilidade e alta qualidade, tendo como um bom exemplo o touro Xaxim, que nasceu em sua propriedade, dando campeão para Nilton Giacomelli no primeiro rodeio de Jaguariúna, sagrou-se campeão em Barretos e muitos outros título de peso. Posteriormente, com mais conhecimento no meio e depois de adquirir a potra Índia, égua considerada sem doma, mas que no rodeio alcançou um enorme sucesso, animou-se em incrementar sua Cia., trazendo novos cavalos que, com o passar do tempo, aumentaram ainda mais a sua boa fama como tropeiro.
Índia, que foi um ponto alto dentro de seu plantel, lhe trouxe muitas alegrias, inclusive o título de campeão de Barretos em 92 para Virgílio Gonçalves, que não tinha conseguido convite para montar, e Madrugada, com muita dedicação, arrumou uma vaga para o peão, só por saber que tinha talento. Outra grande alegria que Madrugada teve nesse mesmo ano foi o fato de Fabrício Alves, a quem considera como um filho, também ter conquistado o título de campeão de Barretos. Emocionado, Madrugada lembra que no início ele levava Índia como companheira, e não tinha tempo quente, ela pulava em todas as festas e sempre dava prêmios. Muitos foram os feitos desse brilhante profissional, entre eles não podemos deixar de citar o rodeio realizado na cidade de São Paulo, dentro do ginásio de esportes do Ibirapuera, com direito a desfile de cavalos na Avenida Paulista, mesmo com um grande número de pessoas indo contra e distribuindo panfletos para que acabassem com tudo. Em 2000, uma grande tristeza o abateu, depois que uma cobra picou a sua égua de estimação, mas, apesar de tudo, o falecimento de Índia não conseguiu abalar o seu profissionalismo, que continuou a todo v***r. Seus sofrimentos não param por aí. Após perder a rainha das puladeiras, apelido dado à Índia por Zé do Prato, Madrugada comprou uma égua muito boa, por quem se afeiçoou muito e deu o nome de Rainha. No início do ano, outra fatalidade. Depois de muitas tentativas para coloca-la no caminhão, ao subir o embarcadouro sem lateral, Rainha pisou em falso e caiu de cabeça, morrendo na hora. Muito emocionado, Madrugada comenta: “Antes ela que um peão”. Nem tudo é só tristeza, muitas alegrias também fazem parte da vida de Madrugada. Uma delas é o nascimento de seu filho Carlos Roberto, o Madrugadinha, que hoje está com 8 anos. Casado com Maria Eduarda, de quem fala com muito orgulho por ser o esteio da família, tem mais duas filhas, Larissa, de 18, e Karen, de 15. Hoje Madrugada tem uma boiada praticamente nova, com muitos touros de cabeceiras, com Nocaute, que está sendo muito comentado pela sua excelente performance dentro das arenas e também pelo ótimo tratamento recebido do proprietário, que faz questão de cuidar muito bem de seus animais, pois segundo Madrugada, são eles que trazem o pão para casa. Corinthiano sob o signo de aquários e tomando seu trabalho não só uma obrigação, mas o seu hobby, Madrugada faz questão de agradecer às comissões por onde já passou, aos peões que trabalharam e aos que não trabalharam também, mas que montaram em seus animais, pois de alguma forma, direta ou indiretamente levaram o nome de sua Cia., a todos os profissionais de rodeio e um agradecimento especial ao seu sócio, Cláudio Salibi, que sempre esteve ao seu lado, participando de tudo com muito carinho, como se fosse o irmão mais velho. Principalmente a Deus por ter concedido que tudo isso pudesse ter acontecido, porque sem crença em sem Deus no coração tudo f**a mais difícil. Contato: (16) 99781-1818 (11) 98753-0000
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