08/03/2026
Hoje celebramos você.
Todas as versões de você.
A mulher que é força bruta e delicadeza ao mesmo tempo.
A que carrega sonhos enormes dentro de um corpo que já cansou mil vezes, mas nunca desistiu.
A que chora alto, a que engole o choro, a que transforma lágrima em arte, em luta, em silêncio poderoso.
A mulher trans que reescreveu a própria história com coragem de sobra.
A que é mãe de muitas formas — de filhos, de plantas, de projetos, de pessoas que a vida colocou no seu caminho.
A que nunca quis ser mãe e isso não a torna menos mulher.
A que ama mulheres, a que ama homens, a que ama os dois, a que ama ninguém por agora — e em todas essas formas segue inteira.
A mulher preta, indígena, branca, amarela, mestiça, gorda, magra, alta, baixa, com cabelo cacheado, liso, curto, comprido, colorido, grisalho, com lenço, sem lenço, com cicatrizes visíveis e invisíveis.
A que dança na sala de casa como se ninguém estivesse olhando.
A que está exausta hoje e mesmo assim acordou.
A que erra, pede desculpas, conserta, cresce.
A que ainda não sabe quem é, mas está corajosamente procurando.
Você é todas essas coisas e nenhuma delas te define sozinha.
Você é o contraditório bonito, o caos com alma, a suavidade com dentes afiados.
Que neste Dia das Mulheres você se permita ser exatamente a mulher que está sendo hoje — sem precisar se explicar, sem precisar caber em caixinha, sem precisar provar nada a ninguém.
Porque todas as formas de ser mulher são válidas.
E todas elas merecem flores, respeito, liberdade e muito amor — sobretudo o seu próprio.
Feliz Dia das Mulheres para você, em todas as suas lindas e legítimas versões.
Lyanfest por Alyne Sales