Com pés descalços, olhos atentos e sedento de caminhada chega em Feira de Santana o Projeto Almandarilha Fotografia com um ideal inovador! Para além das tradicionais propostas comerciais do ramo – de cobertura de eventos, fotografia publicitária, fotografias para álbuns/convites de formatura, ensaios individuais e a tão aclamada categoria new born (serviços estes que também são oferecidos), a dupl
a de jovens fotógrafas desenvolve um trabalho autoral de documentação da cidade de Feira de Santana, a partir do diálogo com seus espaços tradicionais, ricos em (e espelhos dos) signos que dizem muito sobre os pertencimentos culturais da cidade, em seu caráter múltiplo. Esta busca fotográf**a pretende retratar faces invisibilizadas dos processos históricos que construíram a cidade até os dias de hoje, para muito além das relações formais e dos espaços privilegiados.
“A Almandarilha nasce da necessidade de fotografar como parte importante do nosso diálogo com o mundo, criado, para além de registros históricos e obras de arte, a possibilidade de transportar realidades silenciadas e invisibilizadas por outras dinâmicas dos centros urbanos e na prática das relações, de um modo geral. Já fotografávamos, antes da criação da Almandarilha, com seus projetos, então, a sua criação foi apenas mais um passo e cheio de entusiasmo com o desejo de oferecer, também, um serviço diferenciado no cenário feirense.”, diz Camila Maltez.
“Registrar o cotidiano e principalmente como as relações de gênero e de poder se estabelecem em nossa sociedade é horizonte. Olhar para o registro histórico e perceber como as mulheres ainda permanecem nos becos da história oficial me movimenta a recobrar este lugar que não é somente técnico, mas principalmente político. Traçar um caminho fotográfico que saia dos estúdios é não só falar de outro diálogo com a cidade, mas da ocupação de lugares que não fomos criadas para estar. Ir para a rua fotografar ainda é um desafio para nós mulheres”, diz Rhanna Rosa. Sendo o foco comercial da Almandarilha a fotografia voltada para formand@s, as fotógrafas afirmam, em seu trabalho, a necessidade de sair dos marcos tradicionais que regem a estética usual da área - a fotografia de estúdio - e escolhem algo inovador, que dialoga com a cidade, com suas mensagens visuais, suas feiras, sujeit@s e seus elementos culturais. Reconhecem que os encantos da nossa Feira de Santana são as suas histórias e o que elas tem para nos contar. “E a proposta de “sair do quadrado” tem tudo a ver com o momento de conclusão do nível superior, em que as nossas e os nossos clientes estão. Através da fotografia as pessoas podem dizer o que querem do (e com o!) mundo. Como querem fazer diferença nele, a partir deste momento. E, para isso, nada melhor do que começar com Arte, movimento, inovação e ares do tão rico universo cultural que diz sobre os nossos próprios lugares, pertencimentos e histórias.”