05/02/2026
“Clint Eastwood”, lançada em 2001, marcou a estreia global do Gorillaz e rapidamente se tornou um dos singles mais emblemáticos dos anos 2000. O que poucos fãs imaginam é que a base sonora da música surgiu de um instrumento eletrônico incomum: o Omnichord, criado pela Suzuki nos anos 1980. O timbre característico que abre a faixa veio de um dos presets do instrumento, reconhecido por sua sonoridade etérea e de fácil execução, muito usado por músicos que buscavam texturas experimentais.
Damon Albarn, cofundador da banda virtual, pegou essa base simples e a transformou em algo muito mais original. Além do Omnichord, ele adicionou a melódica, um instrumento que já era sua marca registrada desde o Blur. Essa combinação ajudou a criar o ambiente meio sombrio, meio hipnótico, que faria “Clint Eastwood” se destacar em meio ao pop e ao rock do início dos anos 2000.
Outro elemento essencial foi a participação de Del the Funky Homosapien. Na faixa, o rapper assume o papel simbólico de “Del, o fantasma de 2D”, um espírito que controla o personagem virtual principal. Essa abordagem narrativa, somada ao flow único de Del, trouxe uma camada extra de personalidade e ampliou a mistura de estilos que define o Gorillaz: rap, dub, rock alternativo e música eletrônica.
O impacto foi imediato. O videoclipe, dirigido por Jamie Hewlett, também ajudou a consolidar o grupo como um projeto visualmente revolucionário. Hoje, “Clint Eastwood” continua sendo um dos maiores sucessos da banda e um exemplo de como a experimentação sonora pode gerar algo atemporal, mesmo quando começa com um preset de um instrumento esquecido por muitos.