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Nova lei do saneamento básico traz contribuições da EmbrapaO Projeto de Lei (PL) nº 4.162/2019, que institui o novo marc...
30/08/2026

Nova lei do saneamento básico traz contribuições da Embrapa

O Projeto de Lei (PL) nº 4.162/2019, que institui o novo marco legal do saneamento básico, foi sancionado na quarta-feira (15) pelo Governo Federal. Entre os objetivos da Lei nº 14.026/2020 estão a universalização do saneamento, a coleta de esgoto para 90% da população e o fornecimento de água potável para 99% dos brasileiros até o fim de 2033.

A expectativa é que as soluções tecnológicas fossa séptica biodigestora, jardim filtrante e clorador possam ser utilizadas em larga escala como alternativa para resolver os problemas de tratamento de água e destinação do esgoto no campo.

A Embrapa esteve presente nas discussões no parlamento, incluindo a elaboração de duas notas técnicas e a participação de João de Mendonça Naime, chefe-geral da Embrapa Instrumentação, em audiência pública na Câmara dos Deputados em setembro do ano passado. O pesquisador apresentou a fossa séptica biodigestora como uma das alternativas para o saneamento rural.

Por meio da Gerência de Relações Institucionais e Governamentais da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Grig/Sire), com a participação das UDs, a Embrapa segue acompanhando e contribuindo com a elaboração do decreto de regulamentação da lei no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

A fossa séptica biodigestora capta o esgoto do vaso sanitário, as chamadas águas negras, e envia para instalações compostas por três caixas d´água de fibra de vidro, de 1.000 litros cada. As duas primeiras caixas correspondem aos tanques de fermentação, onde efetivamente ocorre o processo de descontaminação. A terceira serve para coleta do efluente tratado.

Para o chefe da Embrapa Instrumentação, a nova lei é fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população e do meio ambiente. “Um dos méritos é abranger a zona rural, pois pela primeira vez na história os planos diretores dos municípios contemplarão a área rural. Como consequência, além da saúde do agricultor, será possível melhorar a qualidade das águas subterrâneas e dos demais corpos d’água. Ou seja, as cidades poderão captar águas mais limpas para seu abastecimento. Assim, um ciclo virtuoso de saúde e desenvolvimento se completa. Estamos muito esperançosos de que as soluções da Embrapa para o saneamento básico rural sejam adotadas em todo o território nacional”, afirma Naime.

O pesquisador Wilson Tadeu da Silva, da Embrapa Instrumentação, lembra que o saneamento rural proposto pela empresa é premiado e faz parte do banco de tecnologias sociais da Fundação Banco do Brasil (FBB). “É um grande orgulho ser certificado por uma instituição tão reconhecida no tema no Brasil”, diz.

Atualmente, a FBB cofinancia a instalação da fossa séptica biodigestora da Embrapa no país. São cerca de 12 mil unidades construídas. E, a partir de convênios firmados com os municípios de São Carlos (SP), Campinas (SP), Cariacica (ES) e Conceição do Mato Dentro (MG), a previsão é de mais 800 unidades nos próximos meses.

Segundo Silva, a fossa séptica biodigestora alia eficiência, simplicidade construtiva e operacional, custos adequados e reúso agrícola do efluente tratado. “São aspectos importantes tanto para o beneficiário quanto para o gestor ou tomador de decisão, o que faz com que se torne uma ótima alternativa a ser adotada no Brasil”. Por sua vez, o jardim filtrante é complementar ao tratamento do esgoto que a fossa não trata. Assim, com a nova lei, espera-se um grande aumento da demanda por esse tipo de tecnologia.

Sobre a nova lei, a expectativa do pesquisador é de que prefeituras, autarquias e concessionárias privadas passem a olhar o rural com mais atenção, já que aparece no texto em pontos importantes, como a necessidade de incluir o atendimento da população rural na modelagem econômica dos serviços e de que o diagnóstico do território (municipal ou regional) contemple também essa população. “Isso fará com que a população rural brasileira seja observada com um novo olhar, mais atento à população e às suas necessidades”, conclui Silva.

De acordo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 35 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada, e 104 milhões não contam com serviços de coleta de esgoto. Na zona rural, segundo dados do IBGE de 2014, do total de 31 milhões de habitantes, 15% têm rede de esgoto e, destes, apenas 5,7% utilizam a rede pública de coleta de esgoto. O restante utiliza a fossa séptica (23%), a fossa rudimentar (40,7%), não possui banheiro (14%) e, ainda, o esgoto é lançado diretamente nos rios, açudes, lagos ou lagoas (16,6%).

Na reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Poluição Petroquímica, vereadores integrantes do colegiado rece...
30/08/2026

Na reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Poluição Petroquímica, vereadores integrantes do colegiado receberam Thomaz Miazaki de Toledo, presidente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

O objetivo da CPI é investigar denúncias sobre poluição causada pelo Polo Petroquímico, instalado na zona leste de São Paulo, Santo André e Mauá.

De acordo com vereador Alessandro Guedes (PT), presidente da CPI ao longo dos 11 meses dos trabalhos foram ouvidos especialistas em saúde, ambientalistas, moradores no entorno do polo, professores, servidores municipais e técnicos no assunto.

Guedes reitera que reconhece a importância econômica do complexo industrial, porém é fundamental preservar a saúde das pessoas e o meio ambiente. “Não queremos afetar nenhum posto de trabalho do polo. Sabemos que do ponto de vista econômico e orçamentário que é importante para o País, para Mauá, Santo André e para quem trabalha direto e indiretamente. Precisamos resolver essa problemática”, disse.

O presidente da Cetesb, que está à frente da companhia desde janeiro, explicou que o foco da agência é fazer o controle da qualidade do ar e da emissão de poluentes do Estado de São Paulo. Miazaki se colocou à disposição da Comissão e agradeceu a oportunidade de esclarecer as dúvidas dos vereadores que fazem parte da CPI.

Miazaki respondeu perguntas do vereador Alessandro Guedes (PT), do vice-presidente do colegiado, vereador Professor Toninho Vespoli (PSOL), e da vereadora Sandra Tadeu (União). Membro da Comissão Parlamentar de Inquérito, o vereador Xexéu Tripoli (PSDB) acompanhou o trabalho de forma remota. O vereador Marcelo Messias (MDB), relator da CPI, não participou do trabalho por questões de saúde, porém encaminhou alguns questionamentos por escrito.

Inspeções

Entre os temas tratados está a fiscalização da Cetesb no polo. O presidente da companhia explicou que este tipo de trabalho é feito por meio das licenças de operação, dos monitoramentos através das estações instaladas na região do complexo industrial e das inspeções in loco. “Tínhamos média de 25 inspeções por ano entre 2016 e 2020. Já em 2021, tivemos 102 inspeções, quatro vezes mais em relação à média. Em 2022, foram 75 inspeções”, disse Thomaz, que afirmou ter realizado 19 inspeções neste ano, com uma média de duas inspeções por semana”

A CPI também repercutiu os estudos científicos da endocrinologista Maria Ângela Zaccarelli Marino. As pesquisas da endocrinologista apontam para uma relação da poluição do Polo Petroquímico com o diagnóstico da doença de tireoide de Hashimoto entre moradores das proximidades do polo.

Miazaki disse que não tem conhecimento profundo do conteúdo, mas afirmou que o estudo “liga um alerta para a Cetesb”. Segundo o dirigente, esse é um estudo de interesse da própria Cetesb. “Com identificação de uma maior ocorrência associada a determinada substância, no ponto de vista da saúde, vamos desenhar as ferramentas de controle dessa substância”, ressaltou.

O vereador Professor Toninho Vespoli (PSOL) questionou quais são os níveis de poluentes estabelecidos pela Cetesb e sugeriu mudanças na legislação brasileira para que os índices sejam adequados às normas determinadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “Fica um encaminhamento da CPI, caso tenha necessidade, de indicar à Assembleia Legislativa, ao governador, para que se mude os padrões e se requalifique como a OMS assim o faz”, afirmou.

Thomaz destacou que a Cetesb é referência para as outras regiões do País e que promove programas regulares para buscar melhorias na qualidade do ar e nas fontes de emissão de poluentes. Afirmou que a companhia faz constantes revisões dos padrões a fim de evoluir os processos de controle. “Existem esforços da Cetesb, para justamente de tempos em tempos elevar o padrão de qualidade. Para avançar e não recuar”, comentou.

Thomaz Miazaki estava acompanhado de uma equipe técnica da companhia e do diretor de Controle e Licenciamento Ambiental, Gláucio Attorre Penna. O diretor reiterou as inspeções frequentes feitas no local, e destacou oito visitas no polo apenas no mês de março. Disse que todas as chaminés das empresas instaladas no polo são monitoradas por câmeras, porém as imagens só ficam disponíveis por 15 dias.

Os vereadores consideram que o tempo de armazenamento do material não é suficiente para analisar eventuais irregularidades, e sugeriram que as imagens sejam arquivadas por um prazo maior. Os integrantes da CPI pediram ainda para que a Cetesb compartilhe informações dos fatos coletados no polo com as secretarias municipais de Saúde.

A comissão também questionou como é feita a fiscalização de possíveis contaminações do solo e do controle de ruídos. Além disso, a CPI aprovou requerimentos e solicitou informações, relatórios e laudos produzidos pela Cetesb sobre o Polo Petroquímico. Por fim, foi apresentada uma série de perguntas, que serão respondidas oficialmente pela companhia e entregues à CPI.

Denúncias

A Comissão tem um canal específico para coletar contribuições e manifestações das pessoas que vivem nos bairros do entorno do Polo Petroquímico que sofrem consequências da poluição, com o objetivo de subsidiar as investigações.

A população pode fazer denúncias sobre a poluição, trazer informações sobre questões de saúde dos moradores dos bairros vizinhos e apresentar sugestões para redução da poluição

O Melchior e o Ponte Alta têm usos restritos e a recuperação de suas águas representaria um custo econômico elevadoÉ est...
30/08/2026

O Melchior e o Ponte Alta têm usos restritos e a recuperação de suas águas representaria um custo econômico elevado
É estritamente proibido utilizar essas águas diretamente para consumo humano, banho (recreação), pesca ou irrigação de alimentos.
A Causa da Restrição: Poluição Antrópica As restrições existem porque esses rios foram severamente degradados pelas atividades humanas. Eles recebem uma carga pesada de: Esgoto doméstico tratado e não tratado (proveniente das estações de tratamento da Caesb). Chorume (líquido poluente vindo do Aterro Sanitário de Brasília). Rejeitos industriais e de abatedouros de animais da região
Os rios do Distrito Federal pedem ajuda. O alto grau de poluição das águas condenou praticamente dois mananciais à morte e pelo menos oito estão com a qualidade abaixo dos parâmetros exigidos. O Melchior e o Ponte Alta têm usos restritos e a recuperação de suas águas representaria um custo econômico elevado, o que os enquadra na pior classificação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ; classe 4 ;, sem perspectivas futuras de recuperação. Córregos, como Sobradinho, São Bartolomeu e Descoberto, estão em sinal de alerta por conta da qualidade regular das águas e precisam de olhar atento para evitar que os danos ambientais tornem-se irreversíveis.

A grave situação hídrica local pode resultar em problemas de abastecimento e de qualidade da água que chega às torneiras dos domicílios brasilienses. Com consumo alto e disponibilidade hídrica por habitante baixa, a perda de água potável tornou-se um problema na capital do país. Especialistas alertam que medidas precisam ser tomadas para evitar o colapso ambiental, uma vez que o DF ainda conta com mananciais limpos e que podem ser contaminados. Além disso, no território distrital nascem afluentes de importantes bacias brasileiras ; como as do Rio São Francisco, do Rio Paraná e do Tocantins-Araguaia. Dessa forma, a preservação hídrica no DF é essencial para garantir o fornecimento em todo o país.

Embora Brasília tenha sido planejada, em 55 anos de existência, a capital foi, aos poucos, reproduzindo os modelos equivocados de urbanização de outras cidades brasileiras, como o descontrole na ocupação do solo, a grilagem e a falta de planejamento. O crescimento populacional, a uma taxa de aproximadamente 2,2% ao ano, quase duas vezes maior que a média nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra a pressão habitacional que o DF ainda sofre.

A urbanização desregulada e o uso intenso dos recursos são as principais causas da queda de qualidade e de disponibilidade das águas. No Brasil, de acordo com estimativas da Agência Nacional de Águas (ANA), 48% da água urbana são considerados de padrão regular a péssimo. Na zona rural, esse índice cai para 9%. No DF, a Agência Reguladora de Águas (Adasa) monitora o índice de qualidade da água por trimestre.

Mananciais de Goiânia se encontram em nível de alertaDos 85 cursos d’água da capital, responsáveis pelo abastecimento de...
30/08/2026

Mananciais de Goiânia se encontram em nível de alerta
Dos 85 cursos d’água da capital, responsáveis pelo abastecimento de 641 bairros, 76 estão em situação crítica.

A gestão de resíduos sólidos em Goiânia está colocando em risco os principais mananciais que abastecem a cidade. Goiânia possui quatro ribeirões (Anicuns, João Leite, Capivara e Dourados); um rio (Meia Ponte); e 80 córregos. Dos 85 cursos d’água que correm pela capital, responsáveis por abastecer 641 bairros, 76 estão em situação crítica devido à poluição, resultante principalmente do descarte irregular do lixo.

A prática inadequada compromete a qualidade da água e a capacidade de abastecimento dos bairros, segundo um estudo do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).

Fonte: Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).

A Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte é considerada a principal bacia hidrográfica goiana, abastecendo 39 municípios, o que representa aproximadamente 40% da população goiana, incluindo a Região Metropolitana e importantes municípios, polos industriais e agroindustriais, que utilizam as águas para diversas atividades.

A situação alarmante dos mananciais de Goiânia não é recente. Em 2018, o estudo Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana, produzido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana, destacou Goiás como o estado de menor desempenho em relação ao descarte de lixo urbano. A falta de infraestrutura adequada e a conscientização insuficiente da população agravam o problema.

Em 2023, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (Pers) apontou que 85% dos resíduos de construção civil eram descartados de forma irregular. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o levantamento apontou que 21% destes são colocados em encostas, corpos d’água ou lotes vagos. O descarte irregular contribui significativamente para a poluição dos cursos d’água, aumentando a quantidade de sedimentos e resíduos nos mananciais e dificultando a recuperação deles.

De acordo com o Plano Estadual de Recursos Hídricos de Goiás e o Plano de Bacia, as principais interferências que afetam direta ou indiretamente a disponibilidade hídrica superficial e subterrânea, em quantidade e qualidade, são problemas de uso e ocupação do solo; degradação das Áreas de Preservação Permanente (APP); ausência de mata ciliar, entorno de nascentes e margens dos mananciais; lançamento de resíduos produzidos pela indústria; poluição difusa; problemas relacionados à expansão urbana; expansão dos múltiplos usos dos recursos hídricos; e interferências, usos e captações de água irregulares.

Alguns moradores e trabalhadores da região do Rio Meia Ponte relataram o mau cheiro constante na área. José Ribamar, Walkisana Ribeiro e Indiara Menezes moram no bairro Urias Magalhães e expõem o descarte de lixo inadequado no Meia Ponte de forma terrível.

“Eu já presenciei pessoas jogando lixos hospitalares, sofás, colchões e, nos últimos tempos, até entulho de obras de um condomínio que foi construído nas proximidades”, enfatizou Walkisana. Ela ainda afirmou que antigamente “lá (no rio) tinha peixes, a água era limpinha, dava para ver os cardumes passando”.

A Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) relatou, em nota, que “sacos e sacolas de plástico com lixos domésticos são os principais resíduos encontrados dentro dos leitos. Além disso, há também muitos objetos, como camas, geladeiras, cadeiras, colchões e sofás. Todos os locais são contemplados de forma alternada”.

Foto do Rio Meia Ponte em junho de 2024 | Fonte: Eduardo Medrado e Gustavo Alves.
A poluição dos mananciais prejudica a biodiversidade local e compromete o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição das águas causa mais de 500 mil mortes por ano em nível global. Isto porque os principais poluentes são vírus, bactérias, parasitas, plásticos, resíduos fecais e substâncias radioativas.

Goiás
Goiás abriga nascentes de importantes regiões hidrográficas, como as do Paraná e Tocantins- Araguaia, além de conter uma pequena porção do território sobre a bacia do Rio São Francisco. Do total de moradias urbanas, 62% têm o abastecimento associado a mananciais superficiais, que são fontes de água doce encontradas na superfície do solo. Os principais temas enfrentados em relação à gestão hídrica na região estão relacionados ao saneamento ambiental, abastecimento urbano, desmatamento e à qualidade da água.

A Saneago, empresa responsável pelo abastecimento público nos municípios de Goiás, esclarece que, embora seja apenas uma das usuárias das bacias hidrográficas, apoia ativamente iniciativas de recuperação e preservação ambiental. A companhia realiza as ações em parceria com órgãos, como a Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Secretaria do Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Ministério Público, prefeituras, produtores rurais e sociedade civil, com o suporte do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Ambiental.

A Saneago monitora a qualidade e quantidade dos mananciais e, apesar de a água ter sido suficiente para atender a demanda, enfatiza a necessidade de continuar os serviços ambientais para conservação do solo, manutenção da vegetação nativa e recuperação de matas ciliares e nascentes. A degradação das bacias não compromete apenas o abastecimento público, mas todas as atividades econômicas da região.

“No entanto, atualmente, a situação das bacias de abastecimento não oferece riscos em relação à falta de oferta hídrica para o abastecimento público”, ressalta a companhia, por meio de nota.

Questões climáticas
Dados da Cimehgo apontam que a situação hídrica da bacia, “agravadas também pelas questões climáticas, vem piorando nos últimos anos, com redução das precipitações e consequente redução na vazão de escoamento do manancial, comprometendo a capacidade de atender aos múltiplos usos existentes e colocando em maior risco não só as suas condições ambientais, mas toda a sociedade e as atividades que dependem dessas águas”.

Ao longo dos últimos anos, os impactos das mudanças climáticas em Goiás são exemplificados em verões mais chuvosos, invernos mais secos e rigorosos e primaveras escaldantes, e a tendência é que o cenário piore.

Segundo o relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), os últimos oito anos foram os mais quentes já registrados. Goiás está entre os três estados brasileiros que mais registraram aumento de temperatura nos últimos 30 anos, com acréscimo de 1,5ºC, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os especialistas e os relatórios publicados apontam que a onda de calor atual é resultado de uma série de fenômenos e mudanças que, juntas, fazem a temperatura subir. As mudanças climáticas, somadas aos efeitos do fenômeno El Niño, do Aquecimento Global e as ações do homem, têm causado temperaturas recordes.

O calor também impacta significativamente no abastecimento de água. A Semad e o Cimehgo relatam em relação ao monitoramento diário dos níveis dos mananciais no Estado de Goiás que em junho de 2024, com a continuidade do período de estiagem no Estado, “os mananciais não são recarregados devido à ausência de chuvas significativas e permanecem diminuindo os seus níveis gradativamente”.

Fonte: Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).
Segundo o gerente do Cimehgo, André Amorim, a vazão do Rio Meia Ponte, um dos principais mananciais de abastecimento de Goiânia e Região Metropolitana, está em nível de alerta.

“Nós estamos realmente num estado de alerta para o Meia Ponte, onde a vazão está menor que 9 mil litros por segundo. Os prognósticos demonstram que essas chuvas vão começar a retornar a partir de meados de outubro. Então temos um grande percurso pela frente para que essas chuvas retornem e recuperem sim os níveis dos mananciais”, enfatiza André.

Leis e políticas públicas
A Constituição Federal dispõe que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre normas de proteção a florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição. Com base nesse princípio, a Lei Estadual nº 21.054, proposta pelo deputado estadual Rubens Marques (UB), instituiu em julho de 2015 a Política Estadual de Proteção e Preservação das Nascentes de Água em Goiás.

Segundo o Sistema de Informações Geográficas de Goiânia (Siggo) e o mapa utilizado pela Prefeitura, Goiânia possui 257 nascentes. Para alguns especialistas, o número seria subnotificado.

A quantidade, no entanto, é a utilizada pela Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) para monitoramento. De acordo com Wanessa de Castro, chefe de gabinete e bióloga da Amma, a agência trabalha “preventivamente coibindo a ocupação das áreas de preservação permanente e descarte irregular de resíduos”.

Gabriel Carneiro, analista em obras e urbanismo da Prefeitura de Goiânia, explica que as nascentes identificadas e catalogadas recebem uma fiscalização mais rigorosa, mas que “é essencial delimitar as unidades de conservação para promover uma política de proteção mais eficaz […] para garantir a preservação dos recursos naturais e a sustentabilidade ambiental a longo prazo”.

Um levantamento feito junto ao Siggo e ao mapa digital da prefeitura em fevereiro de 2023 mostram que pelo menos 20 nascentes da cidade já não possuem condições que garantam a manutenção, em relação às suas Áreas de Proteção Permanente (APP).

Gabriel destaca que um dos principais problemas enfrentados nas APPs da capital são as ocupações irregulares. “Embora o município possua uma política de regularização fundiária, essa política não consegue acompanhar o volume crescente dessas ocupações”, afirma.

Plano diretor
O Plano Diretor de Goiânia – Lei Complementar N.° 349, de 4 de março de 2022 – prevê a proteção de recursos hídricos no município ao indicar que toda nascente deve ter uma APP de 100 metros de raio. Isto quer dizer que a ocupação urbana é proibida nestes locais para que seja preservada a mata nativa.

Gabriel aponta que o Plano Diretor não é eficaz na proteção do meio ambiente ou dos recursos hídricos, destacando que a responsabilidade deve ser atribuída a uma legislação ambiental específica.

“Atualmente, o grande problema da preservação dos mananciais em Goiânia é justamente a ausência de uma lei ambiental abrangente e eficaz. Uma lei ambiental específica proporcionaria diretrizes claras para a proteção dos recursos naturais, estabelecendo normas de conservação, fiscalização e penalidades para infrações ambientais. Sem essa legislação, as ações de preservação ficam fragmentadas e menos efetivas, dificultando a proteção dos mananciais e outras áreas de importância ecológica”, conclui Gabriel.

Garis do DF aderem a paralisação nacional por piso salarial da categoria 🏗️🛰️🍃🗑️Comunicado: Paralisação dos garisO Servi...
30/08/2026

Garis do DF aderem a paralisação nacional por piso salarial da categoria 🏗️🛰️🍃🗑️

Comunicado: Paralisação dos garis

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informa que a paralisação registrada desde a data de ontem integra um movimento nacional promovido pela categoria dos garis, sem relação direta com demandas locais do Distrito Federal.

A mobilização tem como principal pauta a votação e aprovação de um Projeto de Lei Federal que trata do estabelecimento do piso salarial nacional da categoria. O projeto já teria sido apreciado pela Câmara dos Deputados e atualmente aguarda tramitação no Senado Federal.

Até o momento, não há confirmação sobre a duração da paralisação, podendo o movimento ser temporário ou se estender.

O SLU informa ainda que não há paralisação no Aterro Sanitário de Brasília, nos papa-entulhos e na Unidade de Recebimento de Entulhos.

Gastos com rede social
O maior gasto até agora pelas campanhas foi com o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais da Meta – dona do Facebook, Instagram e Whatsapp - totalizando R$ 5,9 milhões.

A atuação em campanha eleitoral presidencial envolve serviço altamente especializado. Daí porque é extremamente comum a participação de advogadas e advogados que já passaram pela Corte em campanhas presidenciai

Carreta com lixo tomba e causa transtornos no trânsitoUma carreta que transportava lixo para o aterro sanitário tombou 🛰...
30/08/2026

Carreta com lixo tomba e causa transtornos no trânsito
Uma carreta que transportava lixo para o aterro sanitário tombou 🛰️🏗️🍃🌎
Segundo as informações iniciais repassadas pelas autoridades, o motorista perdeu o controle da carreta enquanto trafegava pela rodovia

30/08/2026
A ideia de que a política cria o caos para depois vender a solução é uma estratégia clássica de manipulação e controle, ...
30/08/2026

A ideia de que a política cria o caos para depois vender a solução é uma estratégia clássica de manipulação e controle, frequentemente resumida pelo conceito de "Problema-Reação-Solução" (ou dialética hegcliana adaptada à política).Esta tática funciona em três etapas simples:O Problema: O governo ou um grupo político cria uma crise (ou aproveita uma crise existente), como instabilidade econômica, insegurança ou pânico social.A Reação: A população, com medo e exausta do caos, clama por uma intervenção ou ordem.A Solução: O mesmo poder político que permitiu ou gerou o caos oferece uma "saída", que geralmente envolve o aumento do seu próprio poder, restrição de liberdades ou aprovação de leis que antes seriam rejeitadas.

O Hospital Municipal de São José dos Campos iniciou uma ampla transformação do pronto-socorro adulto, com investimentos ...
28/08/2026

O Hospital Municipal de São José dos Campos iniciou uma ampla transformação do pronto-socorro adulto, com investimentos de R$ 7,4 milhões em obras de modernização da estrutura e melhoria dos espaços assistenciais.

Como parte desse processo, também foi adquirido um novo tomógrafo, em um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, que vai ampliar o serviço de diagnóstico por imagem da unidade.

As obras começaram pela adequação da sala que receberá o novo equipamento de tomografia computadorizada. Iniciados em 20 de agosto, os trabalhos têm previsão de conclusão para outubro.

O equipamento permite a aquisição rápida de imagens e a realização de diferentes protocolos de exames, contribuindo para a avaliação e o diagnóstico dos pacientes, especialmente no atendimento de urgência e emergência.

A reforma da sala do tomógrafo marca o início da primeira fase da reconfiguração do pronto-socorro, que será realizada em três etapas para garantir a continuidade dos atendimentos durante as obras.

O investimento total de R$ 7,4 milhões será distribuído nas três etapas da reforma: R$ 1,1 milhão na primeira fase, R$ 2,9 milhões na segunda e R$ 3,4 milhões na terceira.

Na primeira etapa, num total de 250 metros quadrados de área, além da adequação da sala que receberá o novo tomógrafo, será reformado o salão verde, que passará a contar com 20 leitos de observação. Também haverá a construção de uma nova sala cirúrgica, ampliando a capacidade de procedimentos mais complexos.

A segunda fase, em uma área de 875 metros quadrados, contemplará a reforma do salão vermelho, destinado aos pacientes em estado mais grave, que contará com 10 leitos.

Já a terceira e última etapa, prevista para o próximo ano, incluirá a remodelação completa da recepção, a reorganização dos espaços e a implantação da nova sala amarela/laranja, um ambiente inédito no Hospital Municipal, com 48 poltronas.

Recursos que poderiam financiar direitos básicos serão usados em campanhas políticas. Em ano eleitoral, esse gasto preci...
24/08/2026

Recursos que poderiam financiar direitos básicos serão usados em campanhas políticas. Em ano eleitoral, esse gasto precisa ser debatido, acompanhado e fiscalizado.

O fundo eleitoral de 2026 pode chegar a quase R$ 5 bilhões. O valor é cerca de 20 vezes maior que a verba empenhada pelo Governo Federal para saneamento básico no ano passado, segundo dados do Portal da Transparência.

Bilhões destinados às campanhas enquanto serviços essenciais ainda não chegam a milhões de brasileiros.

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