M-Arte Angola

M-Arte Angola M-Arte Angola é uma empresa de produção de eventos culturais com sede em Luanda-Angola.

“FLY SKUAD TEM QUE CAIR”— Por Pedro Bars aka Yadhistóteles, criador do projecto Orgasmo Literário e co-autor do livro Me...
13/05/2026

“FLY SKUAD TEM QUE CAIR”
— Por Pedro Bars aka Yadhistóteles, criador do projecto Orgasmo Literário e co-autor do livro Meu Primeiro Dia No Inferno.

A sociedade tem necessidade periódica de assistir à queda de alguém.
Principalmente quando esse alguém saiu do mesmo chão… mas já não vive no mesmo teto emocional dos outros.

Há uma frase que o sucesso aprende cedo:
— Quem te aplaude na subida nem sempre suporta o som do elevador quando tu continuas a subir sozinho.

Fly Skuad tem que cair.

Sim.
Tem que cair.

Porque em Angola há um pecado que a sociedade raramente perdoa:
o pecado de prosperar enquanto os outros permanecem no mesmo lugar.

Principalmente quando outros podem dizer:
“eu estava lá no princípio.”

A crônica de hoje é bastante delicada justamente por envolver três coisas que quase nunca caminham juntas sem conflito:
— Amizade
— Arte
— Dinheiro

Observando os pesos e contrapesos dos dois lados, as constantes reclamações públicas por parte de antigos gladiadores da RRPL e também do Inamotto, bem como a interpretação que faço das conversas que (man)tenho com o Fly, noto que não parece um caso simples de “exploração” nem também um caso simples de “ingratidão”.

Parece-me um conflito clássico entre:
Sentimento de pertença VS Realidade empresarial.

A primeira coisa importante:
— Valorização não é a mesma coisa que Sociedade. Pelo que eu percebo dessa “novela”, muitos antigos colaboradores confundem: Valorização emocional e histórica com Participação societária e financeira.

São coisas diferentes.

Uma pessoa pode ter sido muito importante para o crescimento inicial de um projecto e ainda assim:
— Não ser sócia;
— Não ter direito automático dos lucros futuros e;
— Não possuir participação vitalícia.

Especialmente se:
— Nunca houve um acordo formal;
— Nunca houve investimento financeiro por parte dela;
— Nunca houve promessa contratual de quotas;
Nunca houve divisão oficial das ações.

E aqui está um ponto central:

Muitas figuras que hoje reclamam de percentagens dos lucros da RRPL ajudaram o projecto a crescer, isso é um facto e ninguém tem o poder de mudar os factos, mas apenas o Fly idealizou e materializou o projecto, o que faz dele criador. Apenas ele financiou, o que faz dele o dono. Assumiu o risco, usou dinheiro próprio, manteve a estrutura viva durante anos sem retorno significativo e segurou a marca nos momentos difíceis.

Isso pesa muito porque há diferença enorme entre participar num projecto e carregar ele nas costas.

Mas também entendo o lado emocional dos antigos colaboradores, porque quando alguém participa da “fase da fome”, sente-se parte, cria apego emocional, acredita que ajudou a erguer algo que gera receitas significativas e sente frustração ao ver o fundador enriquecer enquanto continua estagnado financeiramente, que é a realidade de alguns destes detratores, ops, gladiadores.

Só há uma diferença entre ser peça importante (como foram alguns gladiadores) ou até mesmo peça-chave (como foi o Inamotto) e ser proprietário da máquina.

Só que o ser humano raramente sofre apenas por dinheiro.
O que destrói muita gente é a comparação.

E talvez o verdadeiro peso dessa história esteja aí.

Porque enquanto muitos gladiadores permaneceram dependentes das batalhas, Fly Skuad transcendeu este ecossistema RRPL.

Expandiu influência.
Profissionalizou a imagem.
Entrou em ambientes onde o hip-hop já não era apenas arte, era negócio.

E o Fly Podcast alterou tudo.

A RRPL deu-lhe nome dentro de um nicho específico.
Mas o podcast deu-lhe projeção nacional e internacional a ponto de tornar-se na figura pública mais influente do país.

Então Fly Skuad tem que cair…
porque em sociedades emocionalmente desiguais, quem cresce além do grupo passa automaticamente a ser suspeito de abandono.

Há pessoas que não querem exactamente o teu dinheiro.
Querem que o teu crescimento continue proporcional ao delas.
Querem reconhecer-se no teu espelho.

Mas o espelho que antes reflectia irmandade começou a reflectir distância social.

E isso dói.

Principalmente no hip-hop, onde durante anos se vendeu a ideia de “irmandade”, “lealdade”, a famosa frase “é tudo nosso”.
Acontece que dinheiro testa fraternidades de uma forma que a pobreza nunca testa.

Porque a pobreza une pela necessidade.
Mas o sucesso separa pela comparação.

E talvez seja por isso que “Fly Skuad tem que cair” soa tão sedutor.

A queda tranquiliza os frustrados.
Humaniza o vencedor.
Democratiza emocionalmente a miséria.

Então o pensamento deles, pelo menos o que se percebe através dos pronunciamentos que fazem é: ‘Nós sofremos juntos. Agora só um venceu?’.

Só que o problema é que l sofrimento colectivo não cria automaticamente participação empresarial.

Há um detalhe que muda muita coisa:
— Muitos destes artistas fizeram da RRPL a principal e a única fonte de renda deles, enquanto o Fly tinha emprego na Unitel (com salário alto diga-se de passagem), estabilidade, estrutura familiar sólida (até porque a esposa também trabalhava na Unitel), depois criou o Fly Podcast que tem várias marcas associadas e doadores de peso. Em suma, preocupou-se em criar múltiplas fontes de rendimento.

Ou seja: O Fly nunca dependeu exclusivamente das batalhas. E isso muda completamente a perspectiva porque muitos gladiadores talvez tenham transformado uma plataforma artística numa expectativa de sustento permanente, mas a RRPL nunca foi concebida como Cooperativa ou Sociedade artística colectiva.

Foi e continua sendo um projecto privado com colaboradores. E aqui nasce o choque mais forte a favor do Fly.

Há uma pergunta decisiva que desmonta parte da narrativa dos detratores:

— Se a RRPL desse prejuízo, aceitariam dividir as perdas?

Bem, temos relatos de dívidas (que felizmente já foram liquidadas) do Fly para com o Inamotto. E como o Fly contraiu essa dívida? Justamente em função dos prejuízos da RRPL.

Sem querer ser parcial, até porque sou uma pessoa bastante coerente em minhas abordagens, querer percentagens do lucro sem assumir riscos é complicado.

E o mais curioso é que ninguém diz:
“Fly Skuad tem que cair porque roubou.”

Não.

Nenhuma das acusações fala de uma dívida que se pode quantificar.
Todas elas falam de “falta de valorização”.

E essa expressão é perigosa.
Porque “falta de valorização” é uma daquelas moedas emocionais que cada um imprime com o próprio rosto.

Para uns, valorização significa:
“pagaste-me aquilo que combinámos.”

Para outros:
“ajudei a construir isto, então nunca me deixes sentir pequeno diante do teu crescimento.”

E talvez seja aí onde tudo começa a apodrecer.

Porque a RRPL nasceu como muitos sonhos nascem:
sem glamour.
Sem marcas.
Sem patrocínios.
Sem grandes lucros.
Sem garantia de futuro.

Hoje é fácil olhar para as luzes.
Difícil é lembrar quem pagava a conta da electricidade quando ainda não havia palco iluminado.

Fly Skuad tem que cair…
mas poucos querem recordar que, durante anos, quem caiu sozinho foi ele.

Quando não havia patrocinadores.
Quando não havia multidões a pagar ingressos a 10, 20 ou 30.000kzs.
Quando não havia internet transformando gladiadores em celebridades instantâneas.

Naquele tempo, havia apenas um homem colocando dinheiro próprio num projecto cujo retorno era mais paixão do que lucro.

E aqui a memória colectiva torna-se selectiva.

Porque ninguém costuma exigir percentagem da dor.
As pessoas exigem percentagem do sucesso.

Ninguém aparece para dizer:
“eu também quero dividir os prejuízos dos primeiros anos.”

Mas muitos aparecem para dizer:
“eu estava lá no princípio.”

E estavam mesmo.

Seria desonesto negar isso.

Muitos daqueles gladiadores ajudaram a construir a mística da RRPL.
Deram sangue artístico.
Criaram rivalidades históricas.
Produziram momentos épicos.
Fizeram o público acreditar.

Mas agora pára e se pergunte:

Nos primeiros anos quem pagava? Quem investia? Quem segurava despesas? Quem arcava com fracassos? Quem colocava a reputação em jogo?
A resposta escrevi até sem olhar para a folha: Foi o Fly.

Longe de querer transformar o Fly num santo absoluto, até porque tem atitudes, ideias e decisões dele das quais eu próprio também discordo, aliás, ele sabe disso, mas isso faz parte da imperfeição à qual todos enquanto humanos estamos sujeitos. O diabólico nisto tudo seria transformar divergências no modo como se olha para as coisas em campanhas públicas de assassinato de carácter.

A meu ver, talvez estejamos diante de ressentimento, ego ferido, sensação de ser descartado e nostalgia da fase antiga, onde não havia isso de “fala com o Dado” ou “o Daluma vai te puxar pra tratar disso”, porque a relação era mais directa, mais próxima. Agora parece haver impressão de que o Fly mudou a forma de tratamento (muitos deles reclamam de mensagens não respondidas e chamadas não atendidas), talvez achem que o Fly profissionalizou demais as relações. Mesmo sem dívida financeira (porque está claro que não há) pode haver sensação emocional de desvalorização.

É aqui onde entra uma verdade que os defensores cegos do Fly precisam encarar:

O fundador de um projecto não pode tratar pessoas históricas como mobília antiga. Não estou a dizer que ele fez isto, entendam bem, só estou a dizer que existe uma ética da memória.

Há indivíduos que talvez não tenham direito societário nenhum…
mas têm importância simbólica. Histórica. Narrativa.

Eu sou uma das pessoas que sempre falou em colocar certas figuras a trabalhar na Organização da estrutura seja como júris, analista de batalhas, apresentadores da Prova dos 9 ou de algumas rubricas que a RRPL tem e assim por diante. Eu se estivesse na equipe propunha a criação de uma vinheta com os rostos de alguns destes gladiadores e em Galas estariam ali, entregando os prêmios.
Não sei se o famoso escritório que existe é afecto à RRPL ou ao FlyPodcast, mas não seria nada mau se tivesse lá retratos das figuras históricas das batalhas, incluindo o próprio Inamotto, em jeito de homenagem tal como acontece nas galerias dos clubes de futebol ou em seus estádios.

Eu, Yadhiro, defendo esse nível de valorização mais do que andar a pagar pão, hospital ou gás para as casas dos gladiadores.
Pelos menos isso estaria à vista de todos sem precisar de prints. Só acho que nessa parte ao Fly e à sua equipe falta alguma inteligência. É minha opinião, vale o que vale.

Ignorar essas possibilidades também produz ressentimento.

Só que de novo: ressentimento não é contrato.
Mágoa não é quota.
E nostalgia não transforma colaboradores em sócios automáticos.

Agora, se irmos na lógica deles de gratidão e valorização chegamos a um ponto interessante:

Muitos desses gladiadores hoje ganham dinheiro, fama e oportunidades que surgiram graças à existência da RRPL, claro, o talento deles também contou, mas não repartem os ganhos com o Fly.

Eu próprio enquanto Organizador de eventos, já paguei 400.000kzs ao Mente Magika e 200.000kzs ao Brazzah (50% do acordo) para uma batalha que não veio a acontecer, mas o Fly não recebeu nem 1% destas quantias.

Isso mostra que os gladiadores defendem uma lógica colectiva apenas numa direção, mas usam a lógica individual quando o benefício é deles.

Como diz o meu agora amigo Dr. Carlos Cabaça, “repara” 😂:
— Se um gladiador ganha notoriedade, vai para as TV’s, fecha parcerias com empresas, faz shows um pouco por todo o país, cria estruturas próprias… isso também deriva parcialmente do ecossistema criado pelo Fly.

E, como todo mundo sabe, o Fly não recebe percentagem disso. Prontos, vou despessoalizar o discurso: A RRPL não recebe percentagem disso.

Então, exigir participação permanente na vida financeira da estrutura RRPL enquanto não existe reciprocidade semelhante parece contraditório.

Notoriedade não é prioridade.
Ajudar a crescer não é ser dono.
Participar na fase embrionária de um projecto não torna alguém automaticamente co-proprietário dele.

Senão o Pedro Nzagi também poderia aparecer em podcasts a reclamar dos lucros da TPA2 assim como o BV ou Kitengo do Pato Na Área.
O Jamie Vardy um dia desses também devia aparecer a reclamar dos lucros do Leicester City. Os primeiros participantes do American Got Talent também sentir-se-iam no direito de reclamar dos lucros das visualizações no canal do YouTube, o que não faz qualquer sentido.

Muitos se esquecem que a RRPL é um concurso de batalhas e um concurso não funciona com sentimentalismo.
Funciona com entrega.
Audiência. Números. Performance.

E o público é cruel.
O público não compra memória afectiva.
Compra espectáculo.

Então surge outra pergunta desconfortável:
seria justo exigir do Fly sustentação financeira contínua para artistas que já não entregam ao projecto aquilo que o projecto exige para sobreviver?

Porque nenhuma marca patrocina nostalgia.
Patrocina alcance.

No fim, talvez Fly Skuad tenha mesmo que cair.

Mas não da forma que muitos imaginam.

Talvez tenha que cair apenas a fantasia romântica de que todos os que participaram de um sonho se tornam automaticamente donos dele.

Porque a verdade mais amarga do sucesso é esta:

há pessoas que caminham contigo até ao topo…
mas quando chegam lá descobrem que estavam a subir por motivos completamente diferentes.

O problema, à mim particularmente, não parece dívida. Parece ser diferença de destinos.

Para terminar mesmo… após toda essa análise minuciosa nos dois dias que levei a idealizar e a construir essa crônica, não vejo elementos suficientes para chamar o Fly de explorador, nem vejo base forte para se exigir percentagem vitalícia dos lucros, mas vejo espaço legítimo para discussão sobre reconhecimento histórico e valorização simbólica.

Também vejo um conflito de frustração social que o fundador ascendeu e alguns membros não ascenderam no mesmo ritmo, o que naturalmente gera comparação inevitável.

Mas é uma comparação perigosa porque o Fly não vive e nunca viveu apenas de RRPL.
Durante este tempo ele fez carreira corporativa, networking, podcast, marca pessoal, relações empresariais e estrutura de negócios.
Então, se o Fly que está presente em todas as edições, em todos os vídeos, de todas as temporadas durante 13 anos não vive só disso, por que razão os gladiadores que raramente têm 5 batalhas por ano acham que podem viver exclusivamente das batalhas?

Sei que o título desta crônica deixou muita gente assustada sobretudo pelo reforço da arte da capa, mas eu me referi à queda simbólica que todo homem bem-sucedido sofre quando os que cresceram ao lado dele não suportam vê-lo acima.

É o velho ditado que diz:
— “As pessoas te querem bem, mas não melhor do que elas.”

Um bem-haja à Congo Records que através do Podcast Viva Arte tem estado a fazer um grande favor à pessoa do Fly Skuad, porque ter “inimigos” silenciosos é muito perigoso.

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https://youtu.be/_8_O4ixPDdwVídeo completo do lançamento do livro MEU PRIMEIRO DIA NO INFERNO — de Yadhiro Barroso & Zoé...
11/04/2026

https://youtu.be/_8_O4ixPDdw

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Produção: M-ARTE ANGOLA

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Uma produção da M-Arte Angola.
Coordenação de Yadhiro Barroso & Zoé Kifembe

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27/03/2026

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21/01/2026

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Orgasmo Literario — Betza AngélicoM-ARTE ANGOLAESTAREMOS AQUI PARA MAIS!
01/10/2025

Orgasmo Literario — Betza Angélico

M-ARTE ANGOLA
ESTAREMOS AQUI PARA MAIS!

20/09/2025

ORGASMO LITERÁRIO — Classificação Geral da Oitava Edição.

No último sábado, as paredes do Goz’Aqui estremeceram como se o próprio verbo tivesse descido à terra: a oitava edição do Orgasmo Literario não foi apenas um concurso, foi uma celebração apoteótica da palavra em carne viva. Catorze artistas da poesia atravessaram a arena do palco, desfilando versos que não eram apenas ditos, mas encarnados em teatralidade e musicados em ritmo para um público que lotou a sala como quem comparece a um ritual de iniciação colectiva.

À medida que os apresentadores Esmeraldo Baptista e Mô Carvalho anunciavam os nomes, o cronômetro disparava e cada segundo parecia o pulsar acelerado de um coração em chamas. Na mesa, três nomes de respeito (Domingas H. Monte, Hélder Simbad e Deazevedo Buchecha) escrutinavam cada gesto, cada sílaba, cada respiração, pesando na balança da exigência artística, com a frieza dos juízes mas o olhar secreto de quem também se deixa ferir pela beleza.

No meio dessa tempestade lírica, ergueu-se uma vitória inquestionável: Betza Angélico, com o poema “Flores Para O Mundo Dos Mortos”, arrebatou o público e os júris, coroando-se como a grande vencedora com 97 pontos, um triunfo absoluto que a destacou em todas as frentes, seja na Literatura, na Teatralidade ou na Musicalidade.

Pela primeira vez na história do Orgasmo Literário, o Top 3 foi um trono exclusivamente feminino: Arminda Direito, com 78 pontos, conquistou o segundo lugar; Ághata António, com 76, terceiro lugar.

Não passou despercebida a coragem da Unkulu D’Palel, que atravessou quilómetros desde o Huambo para erguer no palco a sua voz e, com 74 pontos, alcançou o quarto lugar entre aplausos estrondosos e doações que soaram como trovões de reconhecimento.

E entre os homens, o destaque foi Miguel Paulo, que se fez notar como o concorrente masculino mais pontuado, fechando com dignidade o Top 5 desta edição que, ironicamente, foi anunciada como a oitava, mas ficará marcada como um novo início no coração da plateia, pois pela primeira na história da poesia em Angola aconteceu o primeiro evento com transmissão em directo pelo zoom para outros países. Parabéns à todos os participantes, fazem parte dessa primeiríssima geração e o tempo não tem recursos para apagar isto.

A M-Angola ergue aqui o seu agradecimento público: a cada concorrente que trouxe a alma em estado bruto, ao público que transbordou de energia, e à poesia que, mais uma vez, provou ser o orgasmo da mente, onde corpo, voz e palavra se fundem numa só explosão.

E para quem quiser reviver cada segundo desta epopeia, a Conceitus Stdio preparou o vídeo oficial da edição, bem como os cortes das sete melhores apresentações, disponíveis no canal do YouTube Orgasmo Literário TV nas próximas 24 horas.

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18/09/2025

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