09/07/2022
Um dos principais benefícios é o fortalecimento dos pés e das canelas, o que torna o corpo menos suscetível a lesões. Andar descalço também aumenta a capacidade de perceber o movimento e a posição de nossos corpos no espaço, o que permite que as crianças adquiram um senso de autoconsciência. Os nervos altamente sensíveis em nossos pés são uma das partes mais sensorialmente ricas do corpo humano, com mais de 200.000 terminações nervosas. Por esta razão, eles nos proporcionam mais segurança, pois nos tornamos mais conscientes de onde estamos colocando nossos pés e de onde estamos pisando. Os sapatos restringem a movimentação dos pés e a exploração necessária para as crianças dominarem os caminhos quando começarem a se movimentar. Quando aprenderem a andar, os bebês estarão acostumados a ter movimentos limitados, com uma barreira entre os pés e o chão.
Com o uso de sapatos, os proprioceptores não serão estimulados adequadamente, e os músculos e as articulações dos pés não conseguirão se adaptar devidamente às diversas superfícies por onde as crianças andarão. Quando uma criança está descalça, seus pés respondem à pressão e o terreno proporciona pequenos desequilíbrios que estimulam a força neuromuscular, a orientação visuoespacial, o equilíbrio e a coordenação.
Andar descalço é extremamente benéfico para os bebês e as crianças, pois é “uma das maneiras mais simples de estimular o desenvolvimento proprioceptivo e vestibular é permitir que os bebês fiquem descalços o máximo possível” (Kacie Flegal).
Além disso, manter os bebês descalços estimula a presença e autoconsciência. Os bebês exploram à medida que seus pés sentem, se movem e se equilibram na superfície que estão explorando. As informações são enviadas para o cérebro a partir de vias proprioceptivas, táteis e vestibulares, silenciando ou inibindo outros estímulos sensoriais externos. Isso proporciona foco e consciência ao andar e se mover pelo espaço, e os bebês ficam mais conectados com o ambiente.