Gabinete de Assistentes Sociais Privados

Gabinete de Assistentes Sociais Privados Este é um gabinete de AS privados que trabalham para e com a população que deles necessita.

Aos 90 anos, a Dona Rosália é o que podemos chamar de um espírito livre. Sempre viveu à sua maneira, com a autonomia de ...
11/06/2026

Aos 90 anos, a Dona Rosália é o que podemos chamar de um espírito livre. Sempre viveu à sua maneira, com a autonomia de quem sabe exatamente onde quer estar. Mas a vida pregou-lhe uma partida: uma queda, um fémur fraturado e uma cirurgia que mudou tudo num instante.

No hospital, o medo da sobrinha, a sua familiar mais próxima, falou mais alto. Por preocupação e sem ver outra saída, decidiu que o destino da tia seria um lar. Quando a Dona Rosália soube, o corpo reagiu: a tensão subiu perigosamente necessitando de intervenção rápida da equipa de enfermagem. "Nunca lhe vou perdoar", disse ela.
Quantas vezes, em nome do "cuidar", tiramos o direito de escolha a quem amamos?
Felizmente, a história não acabou num silêncio mudo entre as duas. Através da Mediação Familiar, sentaram-se à mesma mesa. Pela primeira vez, ouviram-se a sério.
A Dona Rosália percebeu o susto da sobrinha. A sobrinha compreendeu que a idade, por si só, não nos retira a capacidade de decidir sobre o nosso próprio destino.

O desfecho? O respeito venceu.
Em vez de um lar imposto, a Dona Rosália regressou a casa com um serviço de Senior Sitting. Tem o apoio de que precisa, mas mantém o que lhe é mais sagrado: a sua autodeterminação.
Cuidar é também saber respeitar o "não" do outro. Envelhecer com dignidade é ter o direito de continuar a ser o capitão do nosso próprio barco.

Para informações sobre mediação familiar no envelhecimento contacte através do email [email protected].

Onde termina a senilidade e começa a demência?Chegar a uma idade avançada implica ter demência? Ter esquecimentos, numa ...
08/06/2026

Onde termina a senilidade e começa a demência?
Chegar a uma idade avançada implica ter demência? Ter esquecimentos, numa idade longeva, é sinónimo de demência?
Deixámos de ouvir falar dos esquecimentos, próprios, do avançar da idade, para que tudo seja “demência”. Atualmente, facilmente se ouve dizer “tem alzheimer”.
Será mesmo assim? A diferença entre a senilidade e a demência é, muitas vezes, confundida, no entanto, são conceitos distintos.

A senilidade está associada ao envelhecimento natural e às mudanças associadas a uma idade avançada, à diminuição da velocidade do pensamento, aos lapsos de memória ocasionais ou à menor rapidez na aprendizagem de novas tarefas. Por outro lado, a demência é uma condição de saúde que necessita de avaliação médica. Existe um conjunto de sintomas, exames de diagnóstico clínico que podem comprovar se existe ou não demência e qual o tipo.

Na demência, há um declínio progressivo, e mais grave, das funções cognitivas, tais como a memória, a linguagem e o raciocínio, as quais interferem nas atividades do dia a dia, na autonomia e na independência da pessoa.

Sendo assim, de uma forma simples, podemos dizer que a senilidade refere-se às mudanças normais do envelhecimento e que a demência é um problema patológico, com impacto significativo na vida diária, a qual precisa de observação e de um diagnóstico do médico especialista. Afirmar que todo o esquecimento é demência ou que, pelo contrário, é algo normal da velhice é um risco que pode levar à desvalorização dos sintomas. Em caso de dúvida, não hesite em procurar um especialista. Não se deixe levar pelas opiniões.

Se gostava de ser esclarecido e orientado nas questões associadas ao envelhecimento nós podemos ajudá-lo. Contacte-nos para o email: [email protected]

O envelhecimento não se mede, apenas, pelo desgaste das articulações, mas pela perda silenciosa da nossa liberdade e do ...
05/06/2026

O envelhecimento não se mede, apenas, pelo desgaste das articulações, mas pela perda silenciosa da nossa liberdade e do sentimento de pertença à comunidade. O medo de cair torna-se uma prisão invisível, que transforma a Pessoa Maior, espectadora da sua própria vida, sussurrando para si mesma a palavra "inútil" enquanto as escadas do mundo se transformavam em montanhas intransponíveis.

Há opções que podem ser tomadas, de modo a evitar os efeitos negativos do
envelhecimento. A D. Rosa, é um exemplo claro, ao inscrever-se nas sessões de
mobilidade física, com o devido acompanhamento técnico, descobriu que a água não serve apenas para hidratar o seu corpo , mas para lavar a rigidez da sua alma. Ao recuperar a força nas pernas através da sua resistência e motivação, não só re-conquistou a capacidade de carregar os sacos das compras sozinha, resgatou a sua identidade.

O exercício físico foi o pretexto mágico que a retirou do isolamento do "3º Esquerdo" e a devolveu ao convívio, ao riso e à confiança de caminhar de cabeça erguida. Hoje, a D. Rosa é a prova viva de que treinar o corpo é, acima de tudo, um ato de coragem para continuar a pertencer ao mundo. Não faz exercício apenas para somar dias ao calendário, mas para garantir que cada passo dado seja um hino à sua própria autonomia, provando que quando as pernas ganham força, o coração volta a bater com a esperança de quem sabe que ainda tem muito caminho para desbravar.

Se gostava de obter mais informações sobre este tema contacte-nos para [email protected]

Preparar o futuro é também preparar escolhas, apoios e condições para viver com autonomia e participação ao longo da vid...
01/06/2026

Preparar o futuro é também preparar escolhas, apoios e condições para viver com autonomia e participação ao longo da vida. É decidir, desde já, o que é importante para a pessoa, que tipo de vida quer ter e que apoios podem fazer a diferença em cada fase do percurso.

Todas as pessoas, independentemente da sua condição, têm direito a ver respeitadas as suas vontades, preferências e projetos de vida. Planear atempadamente é uma forma de reforçar a autodeterminação, prevenir situações de vulnerabilidade e garantir que a pessoa permanece no centro das decisões.

Quando pensamos no futuro, podemos perguntar:
- Qual o seu sonho?
- Quem pretende que faça parte?
- Que apoios poderão ser importantes?
- Como assegurar que independentemente da sua condição, continua a ter voz ativa?

Escolher hoje é cuidar a dignidade de amanhã. Registar vontades, identificar apoios e conversar com quem é significativo pode ser um passo essencial para preservar direitos, autonomia e qualidade de vida. Aqui cocriamos planos de vida personalizados e a pensar no futuro.

Para mais informações contacte [email protected]

📌 Direito ao acompanhamento no serviço de urgênciaQuantas vezes já ouviste alguém dizer:“Fui com um familiar à urgência ...
25/05/2026

📌 Direito ao acompanhamento no serviço de urgência
Quantas vezes já ouviste alguém dizer:
“Fui com um familiar à urgência e não me deixaram entrar”?
👉 Importa esclarecer: o acompanhamento é um direito.
Segundo a Entidade Reguladora da Saúde, o direito ao acompanhamento permite que qualquer utente seja, em regra, acompanhado por um familiar ou por outra pessoa da sua escolha durante a prestação de cuidados de saúde.
Este direito está consagrado na legislação portuguesa (Lei n.º 95/2019 e Lei n.º 15/2014).
👥 Quem pode beneficiar deste direito?
O acompanhamento pode ocorrer em consultas, urgências e internamentos, nomeadamente em situações como:
• Mulher grávida (incluindo durante o trabalho de parto)
• Crianças internadas
• Pessoas com deficiência
• Pessoas em situação de dependência
• Pessoas com doença incurável em fase avançada ou final de vida
👉 No caso da grávida, podem ser indicadas até 3 pessoas, devendo alternar entre si (apenas 1 de cada vez).
Quando pode ser limitado?
O direito ao acompanhamento pode ser restringido apenas em situações específicas, como:
• Quando compromete a prestação de cuidados de saúde
• Durante procedimentos clínicos em que a presença possa interferir
• Em casos de doenças transmissíveis que representem risco para a saúde pública
No caso de crianças, pessoas com deficiência, pessoas em situação de dependência, com doença incurável em estado avançado ou em estado final de vida que estejam internadas
Nestes casos, o acompanhamento pode acontecer de dia ou de noite, desde que sejam respeitadas as regras da instituição de saúde.

O acompanhante também tem direitos?
O acompanhante tem direito a ser informado sobre o estado do doente, de forma adequada e em tempo razoável, exceto quando:
• O doente se opõe expressamente
• A informação está protegida por segredo clínico

Envelhecer não se limita a um processo de perdas, doenças e dores. É importante conhecer os aspetos positivos do envelhe...
21/05/2026

Envelhecer não se limita a um processo de perdas, doenças e dores. É importante conhecer os aspetos positivos do envelhecimento para se poder aproveitar as oportunidades de uma vida mais longa.

O conhecimento tende a acumular com a idade pela vivência de muitas e diferentes experiências. Por exemplo, a capacidade de resolver problemas pode ser mais simples e prática. As pessoas referem sentir maior assertividade na forma de comunicar e reagir às situações da vida. A autoperceção e a segurança em si mesmos habitualmente melhoram por menor preocupação com as opiniões alheias.

Numa fase em que já não se lida com filhos pequenos e emprego, ganham-se menos obrigações e mais tempo para fazer aqueles projetos que foram sendo adiados, saboreando tudo com outra disponibilidade. As relações sociais e profissionais são substituídas por novas relações, sendo importante a integração em atividades que impliquem socialização, como forma de prevenir o isolamento e a solidão.

Filhos adultos, netos e sobrinhos, crianças ou adolescentes permitem novas aprendizagens e a transmissão de saberes. Estes relacionamentos são altamente potenciadores do treino de habilidades motoras e cognitivas, sentido de utilidade e previnem a depressão e o sedentarismo.

A perceção sobre o tempo muda e traz a perspetiva de não o desperdiçar com desavenças, tristezas, desejos reprimidos. Esta reflexão gera comportamentos e atitudes positivas. Cresce a resiliência para as situações adversas que contrasta com a ideia preconcebida de pessoas mais frágeis. Ganham-se estratégias de superação e a sapiência para lidar com situações menos positivas.

É importante compreender que a idade por si só não é um fator limitante e que o caminho da longevidade pode ser cultivado numa perspetiva de maior autoconsciência, autocuidado e muitas oportunidades.

Nesta perspetiva, por que não sonhar e procurar novos propósitos?

Todos os anos o GASP  promove Palestras  de acesso livre para Famílias sobre temas do seu interesse.  Venha participar e...
18/05/2026

Todos os anos o GASP promove Palestras de acesso livre para Famílias sobre temas do seu interesse. Venha participar e saber mais sobre o papel da mediação familiar na resolução de conflitos.
Inscrições em https://forms.gle/ZHCLm2Pj3jHHBV5t7

Segundo o Instituto Português de Mediação Familiar, a alienação parental consiste em comportamentos reiterados de um dos...
18/05/2026

Segundo o Instituto Português de Mediação Familiar, a alienação parental consiste em comportamentos reiterados de um dos progenitores com o objetivo de criar uma relação de exclusividade com a criança, afastando o outro da sua vida. Concretiza-se através de estratégias que incluem a manipulação da criança e outros mecanismos do progenitor alienante, muitas vezes com a aparente “colaboração” da própria criança, visando bloquear ou destruir os laços afetivos com o outro progenitor. Estes comportamentos surgem frequentemente quando um dos progenitores se sente injustiçado após a rutura conjugal, podendo a criança ser usada como “arma” contra o outro.
A alienação parental é uma forma grave de maus-tratos e abuso psicológico, deixando a criança sem saber como agir para agradar a ambos, podendo levá-la a sentir que não merece o amor dos dois. Viola princípios fundamentais como o superior interesse da criança, a dignidade da pessoa humana e a Parentalidade responsável.
A mediação familiar visa aproximar as partes em conflito e encontrar soluções equilibradas, centradas nas necessidades da família, sobretudo das crianças. Funciona como um mecanismo de prevenção e resolução de conflitos, promovendo a comunicação entre progenitores, reduzindo tensões e prevenindo a alienação parental, ao incentivar a coparentalidade e a presença de ambos no desenvolvimento saudável da criança.

Endereço

Rua José Maria Da Costa Nº 43, 1ºesq
Mafra
2640-496

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