31/01/2025
Conversa, logo cedo:
eu, mãe: você quer levar um guarda-chuva?
ele, 14 anos: vai chover hoje?
eu: não sei, mas faz alguns dias que está garoando e o chão está molhado agora
ele: você acha que precisa levar?
eu: você vai precisar andar uns cinco quarteirões quando voltar da escola, ter um guarda-chuva pode ser interessante
Ele levou e essa conversa fluiu com leveza porque eu comecei a substituir críticas por apreciação, intencionalmente.
Há alguns anos, essa conversa poderia ter tomado outros rumos:
"Claro que precisa levar, você não vê que está chovendo?” Um comentário carregado de críticas à capacidade dele de perceber o entorno. Praticamente significa chamá-lo de id**ta ou incompetente.
“Se você tomar chuva e ficar doente, eu que vou ter que cuidar né.” Uma resposta com vitimismo e culpa agregados.
Nesse caso, eu apenas apontei a realidade e deixei ele tomar a decisão. Se ele tivesse tomado chuva, teria assumido a responsabilidade de não ter se preparado adequadamente.
A mesma coisa acontece no ambiente de trabalho. Quando um líder dá autonomia à equipe, aponta a direção, oferece ferramentas, a equipe desenvolve autorresponsabilidade.
Uma equipe com mais autorresponsabilidade busca soluções e se compromete com os resultados.
As pessoas tomam decisões sem precisar de supervisão constante, o que aumenta a confiança entre o time e reduz a dependência de líderes para tarefas operacionais.
Um ambiente de trabalho mais eficiente, onde todos se sentem responsáveis pelo sucesso da empresa, tem um desempenho mais consistente.
As Conversas Transformadoras são uma forma de gerar esse tipo de aprendizado de autorresponsabilidade, através de trocas enriquecedoras.