BAILE Charmeiros do Sul

BAILE Charmeiros do Sul Coletivo cultural de Porto Alegre que valoriza a Black Music, e a cultura das periferias.

Desde 2006promovendo eventos, memórias e resistência através da música e da arte preta.
📍POA/RS | 🎶 Cultura, som e identidade
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Aqui uma figura que marcou época no lendário Grupo Jara Musi Som: Silvio, ou simplesmente “Ninja”, como todos o conhecia...
14/05/2026

Aqui uma figura que marcou época no lendário Grupo Jara Musi Som: Silvio, ou simplesmente “Ninja”, como todos o conheciam. Uma daquelas pessoas que o tempo passa, mas a memória jamais apaga.
Numa época em que os bailes eram feitos com amor, amizade e muita dedicação, lá estava o Ninja, sempre presente, ajudando na montagem do som, carregando caixas, organizando tudo e fazendo aquilo com um entusiasmo contagiante. Era visível o brilho nos olhos e a paixão que ele tinha pelo Grupo Jara e pela cultura Black que embalou tantas gerações.
Quem viveu aquela época sabe… não era só montar equipamento, era fazer parte de uma família, de uma história, de momentos que f**aram eternizados na memória de muita gente.
Hoje o Ninja já não está mais entre nós, mas f**a aqui essa lembrança carregada de saudade, respeito e gratidão por tudo que ele representou naquela caminhada. Tenho certeza que muitos irmãos da antiga irão lembrar dele com um sorriso no rosto e o coração apertado de nostalgia. 🎶🙏🏿✨

14/05/2026

Não se pode voltar no passado, mas podemos viver o presente curtindo o melhor do passado. ✨🎶
Dia 21 de junho tem a
🔥 DOMINGUEIRA CHARMEIROS DO SUL 🔥
O melhor do Charme e da Black Music em uma noite especial para quem ama os clássicos que marcaram época.

📍 Local: Venâncio Aires, 240 — Uptown Club
🕔 Início: 17h
🎟️ Ingressos clique no link e adquira o seu agora pelo www.sympla.com.br/evento__3347984

💥 Ou nome na lista via Pix
📞 Informações: (51) 99133-6425 — Villela





13/05/2026

Não se pode voltar no passado, mas podemos viver o presente curtindo o melhor do passado. ✨🎶
Dia 21 de junho tem a
🔥 DOMINGUEIRA CHARMEIROS DO SUL 🔥
O melhor do Charme e da Black Music em uma noite especial para quem ama os clássicos que marcaram época.
📍 Local: Venâncio Aires, 240 — Uptown Club
🕔 Início: 17h
🎟️ Ingressos clique no link e adquira o seu agora pelo www.sympla.com.br/evento__3347984
💥 Ou nome na lista via Pix





A história da música eletrônica e da House Music é muito mais profunda do que muita gente imagina. Ela não nasceu apenas...
11/05/2026

A história da música eletrônica e da House Music é muito mais profunda do que muita gente imagina. Ela não nasceu apenas nas pistas ou nos clubes famosos. Nasceu da mistura entre tecnologia, resistência cultural, criatividade negra, comunidades LGBTQIA+ e a necessidade de criar espaços de liberdade através da música.
A música eletrônica começou a ganhar forma ainda nas décadas de 50 e 60, quando artistas experimentavam sintetizadores, fitas magnéticas e sons produzidos eletronicamente. Na Europa, grupos como Kraftwerk ajudaram a popularizar sons eletrônicos minimalistas e futuristas. Mas foi nos Estados Unidos, principalmente entre comunidades negras, latinas e g**s, que a música eletrônica ganhou alma de pista e identidade popular.
A Disco Music dos anos 70 foi fundamental nesse processo. Clubes em cidades como New York City e Chicago reuniam pessoas marginalizadas pela sociedade da época: negros, latinos, g**s e trabalhadores periféricos que encontravam na dança um espaço de liberdade. Artistas como Donna Summer, Chic e produções de Giorgio Moroder ajudaram a moldar o som eletrônico dançante.
Mas no fim dos anos 70 aconteceu uma forte reação contra a Disco. O episódio mais simbólico foi a chamada Disco Demolition Night, em 1979, em Chicago, quando milhares de discos de Disco Music foram explodidos em um estádio de beisebol. Oficialmente parecia apenas “rejeição musical”, mas muitos pesquisadores e artistas afirmam que existia ali também racismo, homofobia e preconceito social contra a cultura negra e LGBTQIA+ que dominava as pistas naquela época.
Tentaram “matar” a Disco porque ela representava algo maior:
liberdade corporal;
mistura racial;
cultura negra em destaque;
ocupação de espaços por g**s e periféricos;
independência cultural das grandes gravadoras tradicionais.
Só que a música não morreu. Ela se transformou.
No início dos anos 80, em Chicago, DJs negros começaram a usar baterias eletrônicas, sintetizadores e mixagens mais longas para manter a energia das pistas. O principal nome dessa revolução foi Frankie Knuckles, considerado o “pai da House Music”.
O nome “House” surgiu do clube Warehouse, onde Frankie tocava versões remixadas de Disco, Soul, Funk e sons eletrônicos europeus. A galera dizia: “vamos ouvir aquela música do Warehouse” — que virou simplesmente “House Music”.
A House nasceu:
negra;
periférica;
underground;
ligada à cultura DJ;
conectada à liberdade das pistas.
Depois vieram vários subgêneros:
Deep House;
Acid House;
Garage;
Techno;
Dance Music;
Progressive;
Tribal House.
O Techno também surgiu de comunidades negras, principalmente em Detroit, com artistas como Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson.
Com o passar dos anos, a indústria musical mundial passou a comercializar fortemente a música eletrônica, principalmente na Europa. Festivais gigantescos começaram a crescer e, aos poucos, muita gente deixou de falar das raízes negras da House e do Techno.
É aí que surge a sensação — e também a crítica histórica — de que tentaram “apagar” a origem do estilo.
Muitos documentários, DJs veteranos e pesquisadores afirmam que:
a mídia passou a mostrar a música eletrônica como algo predominantemente europeu e branco;
vários pioneiros negros foram esquecidos pelo mercado;
grandes festivais focaram mais no espetáculo comercial do que na história cultural do gênero;
a contribuição das comunidades LGBTQIA+ foi sendo minimizada.
Mesmo assim, a verdade histórica permanece: A House Music nasceu da resistência cultural negra e periférica.
Ela é filha da Disco, do Soul, do Funk, do Gospel e da criatividade dos DJs de baile.
E isso tem muita ligação com o que aconteceu também nos bailes Black no Brasil, inclusive em Porto Alegre, onde pistas de dança viraram espaços de identidade, pertencimento e expressão cultural para milhares de pessoas negras e periféricas.
Por isso muitos veteranos da Black Music dizem: “A House não matou a Disco… ela continuou a missão.”

09/05/2026

🎶 Garanta já o seu lugar na nossa Domingueira! 🎶
Com rapidez, agilidade, segurança e sem taxas extras, adquira agora mesmo o seu ingresso antecipado.
Acesse o link abaixo e venha curtir mais uma grande noite de muita Black Music, Charme e boa energia com a família Charmeiros do Sul! 🔥✨
🎟️ Ingressos:https://www.sympla.com.br/evento__3347984
Sympla – Domingueira Charmeiros do Sul⁠





Existem histórias que não estão nos livros… estão guardadas na memória de quem viveu os grandes tempos da Black Music em...
08/05/2026

Existem histórias que não estão nos livros… estão guardadas na memória de quem viveu os grandes tempos da Black Music em Porto Alegre. Histórias contadas entre amigos, nos bailes, nas esquinas e nos encontros de quem carrega a música negra no coração.
E uma dessas histórias é a do DJ Marcelo Narada.
Sua caminhada começou lá no fim da década de 70, quando ainda era um jovem apaixonado pelos bailes do Grupo Jara, Magia Negra e tantos outros monstros sagrados que faziam a juventude Black sonhar nos finais de semana. Era uma época diferente… época em que a ansiedade pelo baile começava dias antes, quando a gurizada já separava a melhor roupa, o sapato bem lustrado e o penteado alinhado para curtir a noite.
Marcelo começou nas discotecas dos bairros, aprendendo e vivendo tudo intensamente. A primeira banda onde colocou sua marca foi a Black Panter. Depois vieram os bailes com o Comando Jovem, no Clube Itati, no bairro Itu-Sabará, embalando a juventude da região ao som da soul music, do funk e das batidas que dominavam as pistas.
Mais tarde surgiu o Grupo Narada, levando som para lugares como a Igrejinha e o CEDECO, no Morro Santana. E como ele mesmo costuma dizer, “o peso falou mais alto”… e foi assim que a caminhada levou a turma para a Costa e Silva, o famoso CHOAB, onde acabaram se tornando uma das bandas mais respeitadas da Zona Norte.
Mas talvez um dos capítulos mais marcantes daquela época tenha sido o lendário Mil Seiscentos… considerado por muitos o verdadeiro Olimpo da Black Music gaúcha. Ali não tocava qualquer um. Era palco dos grandes: Grupo Jara, Kosmosom, Gê Power, Signos Som, Magia Negra e tantos outros nomes que fizeram história nas noites de Porto Alegre.
Quem viveu aquelas domingueiras do Sindicato dos Metalúrgicos sabe bem do que estamos falando. Bailes lotados, luz baixa, fumaça no salão, casais dançando agarradinhos e equipes de som fazendo a multidão vibrar até o último disco.
Marcelo Narada e sua turma também deixaram sua marca sendo pioneiros em muitas coisas. Foram uma das primeiras bandas a tocar reggae e swingue nos bailes Black, trazendo novas sonoridades para dentro da cena. E tiveram ainda o orgulho de participar do primeiro BLACK CANOAS, em um inesquecível frente a frente com o Grupo Jara Musi-Som.
O tempo passou… muita coisa mudou… mas a essência continua viva.
Hoje, DJ Marcelo Narada segue sendo referência e resistência dentro da cultura Black. Um dos fundadores da Rádio Negritude, ao lado do amigo Wesley, e também um dos fundadores do Charme Zona Leste, ele continua carregando consigo a missão de manter viva uma história que ajudou a construir.
Porque a verdadeira Black Music não vive apenas nos discos… ela vive nas lembranças, nas amizades e no coração de quem fez parte dessa época dourada. ✊🏿🎶

07/05/2026

DOMINGUEIRA CHARMEIROS DO SUL
Edição Especial Dia dos Namorados ❤️
No dia 21 de junho estaremos de volta com uma noite especial, cheia de Charme, Black Music e muito romantismo para os apaixonados.
Venha dançar, curtir e celebrar o amor ao som das melhores músicas que marcaram época.
📍 Local: Uptown Club
📍 Endereço: Av. Venâncio Aires, 240
🕕 A partir das 18h
🎟 Ingressos:
• Antecipados pelo Sympla ou nome na lista via PIX: R$ 20
• Na hora: R$ 30
✨ Estrutura:
• Local climatizado
• Estacionamento no local
• Ótima localização
• Área de fumantes
• Segurança
• Aceitamos todos os cartões de crédito 💳
📞 Informações / Lista PIX:
51 99133-6425 (com Villela)
51 8141-5300 (com Ize)
Garanta seu nome na lista ou compre pelo Sympla e pague mais barato!
Charme, nostalgia e boas vibrações em uma noite especial para quem ama a verdadeira Black Music.

Entre tantas figuras conhecidas da cena Black Music nas décadas de 80 e 90, existia uma em especial que marcou época pel...
07/05/2026

Entre tantas figuras conhecidas da cena Black Music nas décadas de 80 e 90, existia uma em especial que marcou época pela irreverência, pelo bom humor e pelo jeito descontraído de viver os bailes: Renatinho “Boa 10”.
O apelido, que ele mesmo fazia questão de ostentar com orgulho, acabou virando sua marca registrada. Sempre elegante, sorridente e cercado de belas mulheres, Renatinho era presença certa nos grandes bailes da época. Onde tivesse um bom baile Black, certamente ele aparecia — brincando, dançando, fazendo amizades e espalhando alegria por onde passava.
Em uma época em que os bailes eram muito mais do que festas, mas verdadeiros pontos de encontro da cultura negra e da juventude periférica, personagens como ele ajudavam a dar identidade e alma para aquela geração. Renatinho “Boa 10” virou uma dessas figuras folclóricas e carismáticas que f**aram guardadas na memória de muita gente que viveu intensamente os anos dourados da Black Music em Porto Alegre.
Mais do que apenas frequentador de bailes, ele representava o espírito leve, divertido e apaixonado pela música que dominava as pistas naquela época. Até hoje, quem viveu aqueles tempos certamente lembra de alguma história, alguma resenha ou de ter cruzado com ele em alguma noite inesquecível ao som de muito charme, funk e soul.

Endereço

Porto Alegre

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