16/11/2012
VALE A PENA LER!
Muitos dizem que o Casamento é uma instituição falida. Mas há aqueles (os mais felizes por sinal) que acreditam e sonham com um Casamento e uma Família. Família é Projeto de Deus! Linda crônica Raul Roland!
Eles, Ela... Nós!
16/11/2012 10:52
O Casamento é um momento na vida das pessoas em que o “eu” deixa de existir e o que passa a existir é quase uma “coletividade sem personalidade jurídica” (trata-se de uma vontade coletiva, pensada para o bem de todos, embora, vez ou outra, prevaleça a de um ou a de outro). Tenho conversado muito com Deus acerca do sonho de ter uma família e principalmente de ter filhos. Mas, como sempre muito racional, sei que não é a hora e sempre digo que “já amo tanto os filhos que ainda virão que não os teria agora, pois ainda não tenho condições de dar-lhes uma vida confortável.”. Deus, por sua vez, tem várias maneiras de falar comigo: coloca em meu caminho crianças que sorriem ou choram quando olham para mim, aquelas que são mansas, e as que são pirracentas, tudo para que eu possa entender as possibilidades que um filho nos propõe.
Ontem, depois de um dia quase tranquilo ao lado dos meus irmãos, digo quase, pois tive que ensinar o Pedro de 6 anos a perder e a Júlia de 1 aninho a não querer mexer no computador de modo a estragá-lo, fui dormir com meu irmão João de 4 anos. Ele estava em estado febril e, antes de dormir, tentamos jogar um joguinho que não rodou no videogame, o que o deixou meio tristinho. Assim, fomos dormir em um sofá um tanto quanto estreito. Talvez por estar um pouco desconfortável com a febre, ele custou a pegar no sono e, durante a noite, acordou várias vezes falando de sonhos estranhos, tirava a coberta, mudava de sofá... No meio da madrugada, pensei que Deus poderia estar me testando ou, no mínimo, questionando-me se eu estaria disposto a encarar esse lado difícil da paternidade, que não é o único, mas é um bom teste. Respondi que sim. Todas as vezes que ele acordou, eu também abri os olhos e perguntei o que era, quando via que ele não conseguia dormir, segurava suas mãos, medi sua temperatura – mas não coloquei o termômetro direito, então nem sei se ele realmente estava com febre durante a noite (mas ele estava “pelando” ), tá certo que teve uma hora que chamei minha mãe, mas, enfim, o que menos dormiu fui eu. Tinha mentalizado o que iria escrever durante a noite, mas não era nem um pouco parecido com esse texto. Talvez porque, por volta das 5 horas da manhã, eu estava em um sofá e o Joãozinho em outro e vi que ele não conseguia dormir. Ajoelhei perto de onde ele estava e pedi a Deus que o abençoasse e o ajudasse a dormir e, minutos depois, vi que ele pegara no sono e então relaxei e dormi direto até as 9 da manhã – até esqueci o que ia escrever. E, adivinhem quem me acordou com um aperto na ponta do nariz: o João, sorridente e bem melhor da febre.
Essa experiência fez com que eu desejasse ainda mais a minha família, os meus filhos. Sei que na hora certa as coisas acontecerão. Por isso, nessa caminhada, vou aprendendo com meus irmãos e com as crianças que aparecem no meu caminho a maneira como devemos agir em cada situação. Assim, mantenho firme o meu sonho de ter filhos, mas, antes deles, ela, aquela que estará disposta a estar ao meu lado assim como eu estarei, amando, respeitando e tornando esse sonho real, para que, a cada dia, deixemos de ser ela e eu para sermos nós.
Raul Roland
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